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Histórico
Construída no Arsenal de Marinha do Rio de janeiro, sob
o risco do Engenheiro Naval João Cândido Brasil, em 1884.
Seu casco era do sistema compósito, isto é, de ferro e
madeira, com as seguintes características: deslocamento, 440 t; comprimento
extremo 43,34 m; entre perpendiculares, 39,65; boca, 9,71; pontal, 2,85;
calado, AV, 2m e AR, 2,20m. Força de máquinas (duas) 400 c.v. Acionada a
hélice.
Atingia a velocidade de 10 milhas. Artilhada com duas
peças de 15 cm e duas de 37 mm, um tubo lança-torpedo, e duas
metralhadoras.
Assumiu seu comando o Capitão-Tenente A. de Alencastro
Graça. Tomou o nome da maior ilha brasileira, situada na foz do Amazonas.
É vocábulo tupi-guarani, vem de Mbaraio que significa arrancada do mar,
antepara do mar. O navio, de conformidade com a Ordem-do-Dia no
89 de 27 de novembro de 1885, teve fixada sua dotação em 89 praças.
Foi-lhe dado distintivo no 27, de conformidade com a Ordem-do-Dia
no 1, de 5 de janeiro de 1886.
Fez uma comissão a Bahia. De regresso, foi, a 15 de
dezembro de 87, com o Almirante Teffé a bordo, sondar o banco chamado
Marajó, nos Abrolhos. Em 1891 encontrava-se no Rio Grande do Sul. Em 1892,
ao rebentar a revolução federalista naquele Estado, encontrava-se em Porto
Alegre, sob o comando do Primeiro-Tenente Cândido dos Santos Lara. A seu
bordo recolheu-se o General Barreto Leite, para, a 8 de fevereiro, instalar,
no Palácio da Cidade, o Governo. A 13 de maio, foram recolhidos presos a
seu bordo vários oficiais. A 19, refugia-se a seu bordo o Governador
rebelde Barros Cassal. A 22, a Marajó desfralda a bandeira vermelha,
firmada com três tiros de peça, e abre fogo contra a cidade. A 23
suspendeu, e, passados dias, fundeou no Rio Grande. Teve, entre outros, os
seguintes comandantes: Juvêncio Nogueira de Moraes, H. Pinheiro Guedes,
Gustavo Garnier (várias vezes), A. Lins Cavalcanti de Oliveira, Francisco
dos Santos Matta, A. Soares Dutra, Pereira e Souza, Cadaval, etc.
No ano de 1893, ao rebentar a revolução da Armada, encontrava-se no
Rio, carecendo de reparos. Foi durante pouco tempo aproveitada pelos
insurgentes que, afinal, a abandonaram. Foi incendida pelos governistas e
acabou sobre um banco, em frente ao Mocanguê.
Fonte: Marinha do Brasil
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