| Notas
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O Navio Auxiliar Vital de Oliveira, ex-Itaúba,
da Companhia Nacional de Navegação Costeira, foi o segundo navio
a ostentar esse nome na Marinha do Brasil, em homenagem ao Capitão-de-Fragata
(post-mortem) Manuel Antônio Vital de Oliveira, morto na Guerra
do Paraguai em 2 de fevereiro de 1867, no bombardeio a Curupaiti,
a bordo do Monitor Encouraçado Silvado, do qual era Comandante.
Foi construído pelo estaleiro Ailsa S.B. Co., em Troon,
Inglaterra. Como Vapor Itaúba, foi incorporado pela
primeira vez como transporte das forças que foram enviadas ao
Paraguai em 1911. O Itaúba foi o primeiro e único navio a
ostentar esse nome na Marinha do Brasil. Em 29 de outubro de 1931,
pelo Aviso n.º 3.785, o MM informou ao CEMA sua decisão de
mandar incorporar a Esquadra, temporariamente os Paquetes Itajubá,
Itaúba e Itapema, da Companhia de Navegaçào Costeira. Em 2 de
dezembro de 1932, pelo Aviso 3.139 o MM resolveu mudar o nome do
Itaúba para Vital de Oliveira, e o classificou como Navio
Auxiliar de 2ª classe.
1932
Após sua incorporação, foi classificado
como navio de Instrução ligado à Diretoria de Ensino Naval, mas
por pouco tempo.
Em 14 de novembro, passou a subordinação
de Navegação, por trinta dias; voltou à Diretoria de Ensino.
1933
Em 3 de junho, pelo Aviso n.º 1.914voltou
a subordinação da Diretoria de Navegação e foi
reclassificadocomo Navio Faroleiro.
1934
Por ocasião da substituição do farol de
ferro por um outro de cimento armado, o navio de serviço dos faróis,
Vital de Oliveira, fez um longo reconhecimento hidrográfico das
ilhotas no Atol das Rocas, e levantou uma nova carta de n.º 51.
1935
Passou por grandes reparos.
1936
Realizou comissão de apoio aos farois da
costa norte.
Em 13 de maio, o Comandante do Vital de
Oliveira sugeriu a transferencia do farol Gurupy / Apeú.
Em 21 de maio, partiu do Rio de Janeiro
para Natal, com a missão de transportar material para o
radiofarol que ali se construía, de inspecionar as obras que se
realizavam em Abrolhos e de entregar o Suprimento Anual para os
Faróis da Bahia. Escalou em Recife, Natal, Fernando de Noronha e
Atol das Rocas.
No retorno, recebeu a missão complementar
de realizar um levantamento hidrográfico expedito no porto de
Tamandaré, em Pernambuco. Ao demandar a barra desse porto,
encalhou nos baixios existentes nas proximidades. Safou-se sem
maiores danos, com o pronto auxilio do NAux José Bonifácio.
Após esse acidente voltou ao Rio de
Janeiro, rebocado pelo Rebocador "Comandante Dorat" do
Lloyd Brasileiro. Os reparos necessarios, foram realizados nas
oficinas do Lloyd Brasileiro, na Ilha de Mocanguê Pequeno, e só
terminaram no fim de 1939.
1937
No final do ano realizou a substituição
das boias de espera das barras norte e sul de Paranaguá (PR).
1939
Tão logo ficou pronto dos reparos,
decorrentes de seu acidente ocorrido em Pernambuco, partiu do Rio
de Janeiro para os Rochedos de São Pedro e São Paulo, a fim de
recolher o material abandonado naqueles penedos. No regresso
inspecionou os faróis e balizamentos da costa norte e leste e
recolheria as sucatas de ferro que encontrasse.
1940
Em 1º e 3 abril, esteve nos Rochedos de São
Pedro e São Paulo para desmontar o radio-farol ali instalado pelo
Tender Belmonte entre os anos de 1930 e 1932, em faina que teve
como encarregado o 1º Ten. Miguel Floriano Peixoto de Abreu.
1941
Durante todo o ano esteve desligado da
Diretoria de Navegação, na Esquadra, a fim de participar do
abastecimento da Ilha da Trindade e operações de guerra.
1944
Em 8 de abril, foi reclassificado como
Navio Hidrográfico pelo Aviso n.º 1276. Retornou depois a
categoria de Navio Auxiliar.
No dia 19 de julho, às 10:00 hs suspendeu
de Vitória (ES) rumo ao Rio de Janeiro, ao fim de mais uma comissão
de reabastecimento de bases e transporte de pessoal, tendo na
escolta o CS Javarí
- CS 51. Trazia a bordo um total de 270 pessoas entre
oficiais, graduados e praças da MB (dos quais 120 da guarnição)
e um menor de 8 anos de idade, irmão de um Grumete, embarcado
como passageiro em Salvador; além de carga de madeira.
Foi torpedeado por boreste a popa e pôsto
a pique às 22:30 hs pelo submarino alemão U-861, quando se
encontrava a 25 milhas ao sul do Farol de São Tomé. Era seu
comandante o CF João Batista de Medeiros Guimarães Roxo, que se
salvou. Soçobrou em apenas 6 minutos, perecendo 99 homens entre
tripulantes e passageiros e o menor.
Fontes: Navios
de Guerra Brasileiros
Dictionary of Disasters at Sea during the Age of Steam.
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