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Lava Tubes em Kohala Coast
Depois de tirar um dia para dirigir até as
lindas cachoeiras de Akaka Falls e Rainbow Falls, do lado leste da ilha, e
parando no meio do caminho para apreciar o cinematográfico visual de Waipi’o
Valley, já era hora de voltar pra dentro da água.
No terceiro dia, saíndo do hotel em Kailua-Kona,
dirigimos 45 minutos para o norte, em direção a baía de Kawaihae na região
de Kohala Coast, onde embarcamos no Island Voyager. Jim Anonsen, dono da
operadora Mauna Kea Divers, além de divertido, é um dive master muito
atencioso e conhece a região como ninguém. Eu estava um pouco ansioso, pois
minha namorada iria fazer um batismo pela primeira vez.
O litoral de Kohala se extende ao longo do
noroeste da ilha, região um pouco mais afetada pelos ventos do que a costa de
Kona, ao sul. No entanto, com as condições favoráveis, são inúmeros os
pontos de mergulhos. Muitos deles apresentando belos jardins de corais
(hard-coral) e fascinates formações de lava.
Encontro Noturno com as Mantas
Assim que voltei de Kohala,
liguei para a operadora Big Island Divers e marquei uma saída noturna para
mergulhar com as mantas. O noturno com as arraias jamantas, que podem medir até 8
metros de largura, é uma das atrações mais procuradas pelos mergulhadores que
visitam a ilha.
Até julho de 2000 era fácil encontrar as mantas na Baía de Keahou. As fortes
luzes do Hotel Kona Surf atraíam uma enorme quantidade de plancton para a
local, proprociando um banquete de reis para as arraias, que apareciam todas as
noites em busca de alimento.
Com o fechamento do hotel, as arraias dispersaram um
pouco e passaram a ser vistas próximas ao aeroporto de Kona, direção que os
barcos de mergulho também passaram a tomar.
Ainda na loja da operadora, fiquei sabendo que
já faziam duas noites que as arraias não apareciam na região do aeroporto.
Inclusive, um casal americano, que já havia saído frustrado na véspera,
estava disposto a tentar novamente. O dive-master fez alguns contatos e disse
que deveríamos tentar no local tradicional, próximo ao antigo Kona Surf Hotel
em Keahou Bay. E lá fomos nós, exitados e ansiosos. No
local havia mais dois barcos, e um dos grupos já entrava na água. Enquanto
preparávamos o equipamento, tentávamos ver alguma sombra sobre as luzes em
baixo d’agua. De fato vimos a sombra, sinal da possível presença das
mantas.
O segundo mergulho foi no local conhecido como
The Dome devido à presença de um grande pillar coral em formato de cúpula. A
visibilidade estava um pouco pior, mas o local é excelente para apreciar
diferentes tipos de corais como os Cauliflower, Lobe amarelos e marrons, Finger
Coral, Plate Coral, Pillar Coral, Elk Coral e Brain Coral.
Já no fundo, cada com um com duas lanternas,
fomos nadando em direção ao grupo que já estava posicionado. Para felicidade
geral, lá estava ela, linda, com cerca de 4 metros de largura. Procuramos um
local onde pudéssemos apoiar as lanternas próximas umas das outras e assim
atrair mais plancton.
Em poucos segundos, a ar arraia percebeu nossa presença e nos
colocou em sua rota. Graciosamente, batendo suas asas lentamente, a tímida
arraia
aproximava-se de nosso grupo, abria a boca para recolher o plancton e passava a
poucos centimetros sobre nossas cabeças. Pouco tempo depois, mais uma arraia,
essa um pouco menor, chegou para fazer o show ainda mais bonito.
Após 20 minutos de apresentação, provavelmente
já alimentadas, as duas arraias se despediram e sumiram no breu. Foi perfeito,
pois tínhamos ar suficiente para mais uns 40 minutos que valeram muito a pena.
Eu já tinha visto diversas moréias, inclusive em mergulhos noturnos, mas foi a
primeira vez que pude observá-las se alimentando. Até ajudei uma delas,
iluminando um yellow tang que inocentemente passava por perto. Como o tang era
maior do que sua boca, a moréia enrolou-se em seu próprio corpo esmagando o
peixe e depois o engolindo. A experiência com as mantas, a observação do
jantar das moréias e os outros diversos organismos presentes, fizeram desse o
melhor mergulho noturno da minha vida.
Com as Tartarugas Verdes em Local Sagrado
No quarto dia de viagem fomos ao parque nacional
dos vulcões, programa obrigatório para qualquer turista na ilha. Quando o sol
se põe, o calor sufocante e o forte xeiro de enxofre dão lugar a um belo show
de cores enquanto a lava desce e encontra-se com o mar. Além do espetáculo de
ficar cara-a-cara com a lava, o parque contém diversas trilhas, visuais
incríveis e muitas informação sobre os vulcões e o histórico de erupções.
No dia seguinte, eu e Sofia, fomos mergulhar com
a Mara, do Mara’s Dive, em Honaunau Bay. Mara e seu marido são experientes
instrutures de mergulho e sua casa funciona como pensão para mergulhadores que
lá podem se hospedar e fazer uso do equipamento e estrutura para mergulho. A
grande vantagem é a proximidade da baía de Honaunau que tem uma pequena praia
e a entrada para mergulho pode ser feita facilmente pelas pedras.
A baía de Honaunau fica dentro da área sagrada
para os nativos chamada Pu’uhona, que significa local de refúgio ou
santuário. Em época de guerra, velhos, mulheres e crianças estavam protegidos
nesse local sagrado, não podendo ser atacados. Mesmo guerreiros inimigos
vencidos ou criminosos eram perdoados ao entrar em Pu’uhona.
Não apenas por ser o último mergulho da viagem
ou por ser em um local místico, mas esse foi um mergulho bem especial, pois
pela primeira vez mergulhei lado a lado com a Sofia, que tranquilamente fazia
seu segundo batismo.

Yan e Sofia |
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Honaunau é considerado o melhor mergulho com
saída de praia do Havaí devido à acessibilidade, quantidade de corais e vida
marinha. No fundo de areia, onde se costuma iniciar os mergulhos, lê-se aloha,
escrito com tijolos. Durante os 50 minutos do mergulho a 12 metros observamos
parrot fish, puffers (baiacús), peixes trombeta, tangs e diversos outros
peixes. |
Mas a prensença mais marcante foram as tartarugas verdes. Espécie
considerada em extinção, as tartarugas verdes são as maiores tartarugas de
casco duro e um dos símbolos da Big Island. Além de local sagrado para os
nativos, Honaunau é também onde as tartarugas verdes havaianas buscam sua
sobrevivência.
Mahalo Nui Loa
Da mesma forma que comecei o texto com Aloha, me despeço agradecendo pela
incrível e inesqueçível experiência dessa viagem. Mahalo Nui Loa Hawaii !
Muito Obrigado Havaí !
Serviços
Os mergulhos são realizados em
qualquer época do ano, mais podendo evitar o inverno que vai de dezembro a
março, melhor.
www.royalkona.com
- Serviço excelente, conforto e bom preço em Kailua-Kona. O hotel conta com
praia particular, piscina e quadras de tennis. Entre as atrações e
entretenimento, o lual do Royal Kona Resort é considerado o melhor da Big
Island.
www.discounthawaiicarrental.com
- Melhor opção para alugar um carro no Havaí. Para poupar seu tempo
pesquisando preços, esse site já traz os melhores preços e opções de cada
uma das empresas de aluguel de carros.
www.fair-wind.com - Cruzeiros de scuba,
snorkel e snuba para Kealakekua Bay – Indicado para mergulhadores acompanhados
de não mergulhadores. O passeio é diversão garantida para todos.
www.maunakeadivers.com
- Mergulhos, snorkeling, sea breath e pesca em Kohala Coast, ao norte de Kona.
Nenhuma viagem para a Big Island é completa sem mergulhar nos lava tubes em
Koahala e Jim Anonsen conhece a região como ninguém.
www.marasdive.com
- Hospedagem, equipamento e cursos de mergulho próximo a Honaunau Bay,
considerado o melhor mergulho com saída de praia do Havaí. Além de um
mergulho lindo em local sagrado, o encontro com as tartarugas verdes havaianas
é garantido.
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Equipe do Mauna Kea Divers

Arraia Manta

Yellow Tang

Tartaruga Verde

No interior de um tubo de lava
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