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Nova Zelândia - Longe mas um
ótimo destino
Viajar por mais de trinta e seis
horas e encarar uma diferença de fuso horário de 16 (dezesseis) horas, é o
que pode se chamar de um bom começo para quem pretende visitar o país dos
esportes radicais.
Mas, além da prática de
Canyoning, Rapel, Hot Air Baloon, Rafting e Bungy-Jump, o que mais nos motivava
eram os treze mergulhos programados.
O primeiro deles no
naufrágio do navio japonês Waikato, em Tutukaka. Assim, no primeiro
dia (chuvoso) já estávamos à tarde no Poor Knights Dive Center,
dotado de ampla infra-estrutura com mais de cinco lanchas dimensionadas
para transporte de mergulhadores.
A descida ao Waikato
ocorreu com temperatura da água em 20 graus e visibilidade bastante
reduzida. No interior do navio, que permite ótimas penetrações, o
movimento forte de correntes era indício de mudança intensa do nível
das marés (comum na região) e, mais de uma vez tive que procurar apoio
para deixar um compartimento além de aguardar o momento propício para
fazê-lo.
No dia seguinte, (já com
um sol intenso) nova saída do mesmo dive center, desta vez para 3
mergulhos em Poor Knights, um conjunto de formações vulcânicas a
cerca de uma hora de navegação do continente.
Decididamente ali estão
localizados os melhores "points" da Nova Zelândia.
Mergulhamos em Northern
Arch que é um paredão com uma fenda que permite transposição para o
outro lado. Visibilidade: mais de quarenta metros ! Muita vida, inúmeras
raias e moreias.
Fizemos também o Rikoriko Cave
que é um paredão que abriga uma interessante caverna. Após o tradicional
segundo intervalo de superfície descemos no Meditation Wall no local
denominado Brady's Corner, também com muitas raias e vida marinha.
No dia seguinte mais dois
mergulhos em Poor Knights (Land Bay e Red Baron Caves) com as mesmas
excelentes condições de mar e de visibilidade e temperatura da água
em torno de 20/21 graus (temperatura ambiente 22/24).

Naufrágio Lermontov
Mesa do Bar |
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Após dois dias dedicados
a prática de outros esportes, chegamos a Blenhein para o mergulho mais
aguardado, o Mikhael Lermontov, cujo naufrágio mereceu recentemente
matéria na revista Imersed (quarterly / fall 2002 / vol. 7 nº 3).
O gigantesco Soviet Cruise Ship
afundou em 16 de fevereiro de 1986 entre o Cabo Jackson e o farol de mesmo
nome, numa região que, mesmo o mais inexperiente dos navegadores
identificaria como perigosa. O comandante, na ocasião, Dom Jamison, conduziu
o navio exatamente entre o farol e o Cabo colidindo com os arrecifes que
afloram no local. Dos setecentos passageiros apenas um membro da tripulação
desapareceu. |
O local onde hoje se
encontra dista cerca de quinze minutos do Cabo Jackson e, no dia em que
lá estivemos as condições de mar eram satisfatórias exceto quanto à
visibilidade que não atingia a dois metros. Mergulhadores de renome
consideram o Lermontov um mergulho perigoso, principalmente devido à
péssima visibilidade e ao silt que se manifesta ao simples deslocamento
do mergulhador, resultante (na maioria das vezes) de restos de carpete
que revestiam os diversos cômodos. Três mergulhadores já perderam a
vida mergulhando no local, uma mulher entre eles.
O navio é muito grande,
tem mais de 160m de extensão e deslocava algo em torno de 20.000
toneladas. Entramos pela ponte de comando, visitamos o salão de festas
e primeiros andares adjacentes, a cerca de 28m de profundidade. O navio
está intacto com todo seu mobiliário e maquinario tombado lateralmente
face ao posicionamento no fundo. Mesas e bancos de bar continuam fixados
em suas bases assim como os lustres e candelabros.
No segundo mergulho fomos para
a popa e visitamos a piscina e o bar da primeira classe, penetrando pelo
corredor interno e saindo próximo à ponte de comando. Fotos sem nenhuma
condição técnica devido à suspensão e à total falta de iluminação
natural. Para agravar, água a 16 graus e eu sem roupa seca.
Decididamente o
naufrágio merece mais mergulhos o que não era possível para nós que
já estávamos agendados para voar para Nelson e dali viajar para
Kaikoura onde mergulharíamos com leões marinhos e com tubarões.
Dessa viagem, ainda que
muito rápida, ficou a nítida impressão de que, além de um ótimo
destino para viagens de aventura, a Nova Zelândia é um país de gente
ordeira e muito hospitaleira, onde as coisas realmente funcionam, tudo
é muito bem cuidado, com ótima infra-estrutura turística, e acima de
tudo um dos lugares mais bonitos que eu já visitei. Vou voltar.
Serviços
Há duas maneiras de você chegar à Nova
Zelândia.
A menos extensa viagem é feita pela
Aerolíneas Argentinas em um vôo Rio-Buenos Ayres e dalí para Auckland.
Duração da última perna cerca de 12h. Nós fizemos a mais longa
Rio-Miami-Los Angeles e dalí para Auckland. 12 horas no primeiro trecho, mais
espera no aeroporto e 14 horas até Auckland.
As operadora de mergulho e de esportes radicais
indicada pela First Light Travel Limited:
24 Picton Street-Ponsonby
Auckland
Tel: 81-899-558
Em Poor Knights usamos a operadora Dive
Poor Knights - www.nzdive.com
Em Kaikoura usamos a Shark-Dive
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