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Pontos de Mergulho no Estado de São Paulo
Laje de
Santos
O Parque Estadual Marinho da Laje de Santos (PEMLS) foi criado em 27 de setembro de 1993, através do Decreto Estadual nº 37.537. O PEMLS é o primeiro parque marinho dentre as Unidades de Conservação do Estado de São Paulo e tem como objetivo a proteção do ambiente marinho.
O PEMLS tem sede e administração próprias, sendo subordinada ao Fundação Florestal, órgão da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.
Em termos geográficos, o PEMLS pertence ao município de Santos e, conforme pode ser verificado na Carta Náutica nº 1711, está localizado a 164º e 16,8 milhas náuticas de seu ponto de referência náutica continental, o Farol da Ilha da Moela.
Localizada a 20 milhas a partir de
Santos-SP, rumando para 156º sul, encontramos duas lajes
que sobem até a superfície, e possui profundidade local
entre 12 e 45m. Possui
550 metros de comprimento 183
metros de largura e altura máxima
de 38 metros do nível do mar. No local, é possível
esbarrar com tartarugas, garoupas e quem sabe, alguns
cações. Devido à distância e
posição geográfica, deve-se tomar algumas precauções
devido as fortes correntes locais. Não é raro que alguns
mergulhadores saiam longe do barco e terem
dificuldade para chegar ao mesmo. Devido a alguns problemas
ocorridos no local, algumas operadoras adotaram medidas
extras de segurança, como a utilização de
sinalizadores flutuantes e o uso de dive-alert.
Saindo de Santos, leva-se
1 hora em uma lancha rápida.
| GPS: |
24º
19,162' S / 46º 10,939' W |
| Temperatura: |
18 e 23ºC |
| Visibilidade: |
5 a
25m |
Características
dos pontos de mergulho:
Portinho - Costa
abrigada com mergulhos de até 20m profundidade. Corais cérebro
chegam a ser vistos aos 7m. Frades, budiões buquelos (vinho), budiões rufos (roxos),
e peixes de passagem marcam presença no local. Em toda a Laje, podem ser vistas as arraias-manteiga, prego e chita, mas
neste ponto o mergulhador têm mais chance de ver as arraias jamanta. Tartarugas-marinhas circulam com mais frequência,
principalmente à noite.
Moréia - Naufrágio em um banco de areia, aos 21m de
profundidade e inclinado à boreste, no paralelo às formações rochosas.
Com boa conservação. A entrada é feita pelo porão. No interior
são vistas grandes poliquetas, esponjas, anêmonas e peixes
territoriais como a garoupa, o badejo e a salema. Uma grande formação de gorgônias avermelhadas se estende a
bombordo e garantem um belo espetáculo para quem faz mergulho noturno.
Boca da Baleia - Fenda voltada para leste, com cerca de
50m de extensão e profundidade média de 15m. Requer excelentes
condições de mar e direção de ondulação adequada para que se
possa adentrar.
Caixaria - É local onde ficam os restos do pesqueiro São Judas Tadeu.
Neste ponto, o visitante poderá ver o motor, eixo e o hélice aos
3m de profundidade. A meia água, um cilindro de acetileno usado para soldas e os tanques de óleo diesel
aos 20m já no areião.
Parcel das Âncoras - Âncoras de vários tamanhos e tipos são
encontradas entre as rochas submersas, pois os antigos pesqueiros tinham de cerrar seus cabos quando não conseguiam trazê-las à embarcação. Peixes-cirurgiões e animais bentônicos, como o delicado cerianto,
são algumas das atrações deste local. O mergulho começa aos 24m e pode chegar aos 40m.
Paredão Sul (ou Laje de Fora) - Parede vertical que desce até os 40m. Muita vida marinha e grandes cardumes de peixes de passagem. Presença de bonitos, olhetes, olhos-de-boi, xaréis, xareletes, barracudas, trombetas e anchovas.
Piscinas - Na ponta oeste / sudoeste da Laje,
ambiente com profundidade que varia de 10 a 35m e requer boa noção de
orientação subaquática.
Rampa do Norte - Ponto para mergulhadores mais experientes, pois se estende por 40m
da ponta da Laje. Há correntes fortes que levam para alto-mar. Grandes caranhas e meros passam pela rampa, mas a formação rochosa é também um ótimo lugar para se observar pequenos organismos marinhos, como
as anêmonas brancas.
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Foto: Léo Francini


Foto: Auder Lisboa

Fotos: Carlos
Montechi

Naufrágio do Moréia
Foto: Sheyla Moraes
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