Protegendo o mini domo

Foto: Clécio Mayrink

Ao longo do tempo, percebi que os domos das caixas estanques ficam sempre muito expostos, aumentando muito a possibilidade de uma batida contra algum objeto qualquer, o que pode acarretar em arranhões, trincas, ou nos piores casos, na quebra do próprio domo se o impacto for muito forte.

Alguns anos atrás durante uma expedição, senti na pele o que um impacto pode ocasionar ao equipamento fotográfico, e decidi tentar arrumar algum tipo de proteção realmente eficaz para o domo, pois normalmente os domos são comercializados apenas com um afina capa feita em neoprene, que protege o domo contra arranhões, mas não contra impactos.

No meu caso, um dos marinheiros de um liveaboard deixou um dos flashes colidir contra uma quina de um armário da embarcação, quebrando um dos difusores.

Pra minha sorte, foi apenas um difusor do flash e não o domo. Mas ainda assim, isso causou um prejuízo de US$ 45 na aquisição de um novo difusor, fora a dificuldade em conseguir receber o produto, uma vez que não encontramos esse tipo de produto no Brasil.

Agora Imagine se fosse o domo ?

No meu caso, utilizo um mini domo que trabalha com lentes do tipo grande angular, e que custa a bagatela de US$ 800 sem impostos nos Estados Unidos.

Seriam mais de US$ 800 jogados no lixo por um descuido.

Depois de muito analisar, surgiu uma solução simples, fácil e barata, e que protege o mini domo de forma eficaz. Tanto, que passei a levar essa solução nos mergulhos, apesar de todos ficarem brincado comigo… foi a adoção de uma simples jarra de Tupperware.

Pra quem não sabe, Tupperware é o nome de uma famosa marca de potes plásticos destinado aos armazenamento de alimentos. Possui uma estrutura simples, porém robusta, e que protege bem os itens acondicionados em seu interior.

Visitei algumas lojas à procura de um vasilhame que possuísse o formato adequado ao do mini domo, e pra minha sorte, acabei encontrando um modelo perfeito. Uma pequena jarra de suco que envolve o mini domo por completo, e que ainda mantinha uma distância de uns 2cm em relação ao vidro do domo.

Comprado em uma loja de plásticos para alimentos, a pequena jarra custou apenas R$ 5, e para adequá-lo ao uso no mergulho, adicionei um pequeno elástico com um mosquetão duplo e argola em inox, capaz de envolver a câmera, mantendo-o firmemente preso à mesma.

Ao retornar do mergulho, a jarra é encaixada novamente à frente do domo, e o elástico novamente passado ao redor da caixa estanque, trazendo a proteção ao mini domo durante o transporte dela até a caixa de equipamentos na embarcação.

Dessa forma, qualquer objeto que vier a colidir contra o domo, não conseguirá causar estragos.

É uma solução simples, barata e fácil de ser feita. O único aspecto negativo, é que de fato, deixando essa “jarra” clipada no BC, acaba causando um pouco de arrasto no mergulho.

Para domos grandes, é um caso bem mais complicado de ser resolvido devido ao tamanho deles, mas quem saiba um dia, não consigamos pensar em algo ?

Um pequeno adendo, decidi pintar a jarra na cor preta usando um spray preto fosco, porém com o tempo, a tinta começou a soltar, deixando a jarra sem pintura em algumas partes. Provavelmente utilizei a tinta errada para o caso.

Veja abaixo a jarra plástica colocada na caixa estanque:

Clecio Mayrink
Nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em 1987 pela CMAS e realizou Dive Master em 1990 pela PADI. Hoje é mergulhador Técnico Trimix (Mergulho Profundo) e de cavernas (Technical Cave Diver e Advanced Cave Side Mount / No Mount). É juiz internacional de apneia pela AIDA e foi membro da expedição de mapeamento da Lagoa Misteriosa em Bonito-MS em 2008. Produziu documentários sobre as Bahamas, Bonaire, Galápagos e Laje de Santos, visitando mais de 30 países. Foi o idealizador do site Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769/SP), atuou como consultor para a ONU, UNESCO, além de diversos órgãos públicos no Brasil.