O sol e a salinidade do mar impactam muito em nossos equipamentos de mergulho, e com o passar do tempo, é comum que a roupa e o colete equilibrador acabem ficando desbotados.

Isso acontece porque as ondas de luz ativam o fenômeno denominado fotodegradação.

Esse processo não é completamente compreendido pela ciência, mas o que se sabe, é que ondas infravermelhas e ultravioletas são capazes de romper as ligações entre certas moléculas de pigmentos e tinturas.

A fotodegradação também está ligada a outro fenômeno, a fotólise da água.

Outro aspecto que degrada muito os equipamentos, é o cloro utilizado na manutenção de piscinas.

Como todos sabem, o cloro de piscina degrada sungas e biquínis, e com os equipamentos de mergulho não poderia ser diferente.

Se um mergulhador frequentemente utiliza seus equipamentos em piscina, como os instrutores de mergulho, é muito comum vermos o nylon dos bolsos do colete começarem a perder a coloração, assim como os ombros na roupa de mergulho, e nesse caso não há o que ser feito para evitar o problema.

O mínimo que se pode fazer para diminuir a velocidade com que os equipamentos tenham esse tipo de problema, é lavar muito bem todo o material com água doce para remover qualquer quantidade de água com cloro ou água salgada que tenha ficado no equipamento logo após o mergulho.

Deixar o equipamento secar com a água de piscina, vai intensificar o processo de degradação, assim como deixar os equipamentos secando em um local onde tenha contato direto com os raios solares. Consequentemente o envelhecimento do seu equipamento será mais rápido.

No caso da água do mar, se você não lavar o equipamento porque pretende mergulhar no dia seguinte, o sal contribui muito para o ressecamento do equipamento de mergulho, sendo altamente recomendável que todo o material seja lavado com água doce, para diminuir a possibilidade de restos de sal que tenham ficado retidos.

Colaboração: Miguel Lopes

Por:

Clecio Mayrink
Editor - Brasil Mergulho

Nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e no autônomo em 1986, participando da primeira turma de Dive Master da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver e Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 30 anos de experiência em mergulho.

Foi membro da expedição de mapeamento da Lagoa Misteriosa em Bonito-MS, em 2008, é o idealizador do site Brasil Mergulho em 1998 (MTB 0081769/SP) e atuou em diversas matérias e documentários no Brasil e no exterior, sendo uma referência em mergulho e naufrágios para diversas entidades como ONU, UNESCO e diversos órgãos públicos no Brasil.