Santana

Data: 17/05/1977

GPS:

Localização: A uma milha e meia da cidade de Maragogi.

Profundidade (m):

Visibilidade (m):

Motivo:

Estado:

Carga: Partes de um farol que seria instalado na Praia do Forte-BA.

Tipo: Navio faroleiro

Nacionalidade: Brasil

Dimensões (m): 27 / 6.54 / 2.50

Deslocamento (t): 110

Armador: Marinha do Brasil

Estaleiro:

Propulsão1 motor Bolinder de 4 cilindros “cabeça quente” de 640 HP

Fabricação:

Notas: O navio era empregado especificamente na instalação e manutenção do sistema de balizamento da DHN. Existe uma dúvida sobre o destino final deste navio, pois algumas pessoas afirmam que ele foi deixado no mar, no entanto, outros afirmam que a Marinha reflutuou a embarcação e não utilizou mais em suas operações.

Histórico

O Navio Balizador Faroleiro Santana – H 28, foi o único navio a ostentar esse nome em homenagem ao Faroleiro Mário José Santana, falecido em 1953, no cais do balizamento da Base Almirante Moraes Rego, vitima de explosão de boia luminosa a gás acetileno em que trabalhava. Foi o primeiro de uma serie de três construídos pelo estaleiro Luna Projetos e Construções Ltda., na Ponta da Areia, em Niterói. Foi incorporado em 1954. Seu primeiro comandante (destacado) foi o Capitão-Tenente Francisco Mattos dos Santos.

1954

No final de 1954, sob o comando do Capitão-Tenente Francisco Mattos dos Santos foi transferido para Recife-PE, onde passou a operar com o Serviço de Sinalização Náutica no Nordeste (SSN-NE) na área do 3º Distrito Naval e por vezes em áreas do 2º Distrito Naval como Aracajú-SE e no Rio São Francisco.

1954 – 1957

Realizou serviços entre o litoral do Maranhão e Alagoas.

1959

Sofreu reparos realizados em Recife.

1965

Nesse ano o navio foi recuperado, estando encalhado por inatividade e abandono, por um longo período, na Coroa dos Passarinhos, nas proximidades do SSN-NE, já este não possuía cais.

1966

No inicio do ano foi levado para Natal-RN, onde foi submetido a um PDR, sendo docado e reparado para voltar a ter condições de navegar, retornado para Recife em março.

Entre 31 de maio e 26 de junho, realizou comissão de reparo e manutenção de boias e faróis em Aracajú-SE, Fortaleza-CE, Areia Branca-RN, Macau-RN, Pititinga-RN, Natal-RN e Cabedelo-PB. Essa foi até então a maior comissão realizada pelo Faroleiro Santana para o serviço de balizamento do SSN-NE, tendo sido feitos 27 dias de viagem, 7.5 dias de mar e 970.8 milhas náuticas.

Em setembro, durante outra comissão do SSN-NE, quando o navio ia de Macau para o farol da Ponta do Mel, teve uma avaria no motor, ficando à matroca em local muito perigoso a cerca de 3 milhas do farol, com fundo de pedra. Um Rebocador de Macau, notou a situação aproximou-se do navio e o rebocou para as proximidades de Macau, onde ficou fundeado até a chegada da Corveta Ipiranga – V 17, que o rebocou de volta para Recife.

1967

Em abril, foi ordenado o seu reboque para o Rio de Janeiro, para ter o seu motor substituído.

Em junho, foi rebocado por uma Corveta de Recife para Salvador e depois por outra entre Salvador para o Rio de Janeiro, onde chegou depois de 5.5 dias de mar e 1.163.7 milhas náuticas.

Em 6 de novembro, no CAMR, assumiu o comando o CT Sérgio Regal Cabral Velho, em cumprimento a Ordem de Serviço n.º 0066.

Em novembro, partiu do Rio de Janeiro de volta para Recife-PE, onde foi reincorporado ao SSN-NE. Na travessia prestou assistência aos balizamentos e faróis de Vitória, Nova Viçosa, Caravelas-BA, Abrolhos-BA, Ilhéus-BA, Camanu, Salvador-BA, Aracajú-SE e Maceió-AL, em uma viagem de 9 dias e 1.207 milha náuticas.

Na primeira quinzena de dezembro, prestou serviços aos balizamentos de Recife-PE e Cabedel-PB.

1968

Em fevereiro, prestou serviços aos balizamentos de Recife-PE e Cabedelo-PB.

1969

Ainda devido a falta de um caís em Recife, a fim de propiciar manutenção e apoio adequados, o Faroleiro Santana volta a se deteriorar e, em agosto, o CAMR destaca o 1º Tenente Miranda para traze-lo ao Rio de Janeiro para sofrer reparos.

Antes de partir para o Rio de Janeiro, e em preparação para a viagem o navio realizou uma rápida comissão de balizamento e adestramento entre Recife e Cabedelo-PB.

Em 21 de setembro, na travessia Recife – Rio de Janeiro, quando demandava o porto de Maceió-AL a noite, foi apanhado por um forte temporal que o levou a atravessar os recifes de Pajuçara, sofrendo sérios danos em suas obras vivas. Foi em seu socorro a Cv Imperial Marinheiro – V 15, que na época era o navio de socorro em serviço na área do 3º DN, que junto com o Rebocador “Vênus” da PETROBRAS o arrancou da enseada de Pajuçara e o encalhou na praia, por dentro do porto de Maceió. O Faroleiro Santana estava em péssimo estado.

Sua máquina foi desmontada, seus equipamentos foram retirados e seu casco consertado, em caráter precário, o suficiente para lhe permitir ser rebocado para Natal-RN, onde se pretendia repará-lo.

Meses depois foi rebocado da Base Naval de Natal para a Base Naval de Aratu, em Salvador-BA, onde seria reconstruído para substituir o NB Faroleiro Wanderley, naufragado em 22 de outubro de 1968, que operava no SSN-E sediado nessa Base. Teve seu motor principal substituído por um MAN de 250 hp e o gerador por um MWM de 19 KvA e um 1 MWM de 30 KvA.

1973

Em 11 de julho, em cerimônia realizada na Base Naval de Aratu, foi finalmente incorporado a Armada por força do Aviso N.º 0526 de 12/06/1973 (Bol. do MM N.º 25 de 22/06/1973) e da O.D. n.º 0017 da DHN, passando à subordinação do CAMR, através o SSN-E. Recebendo o indicativo de casco “H 28”, e passando a existir como uma OM com comando próprio e não destacado.

1973 – 1976

Nesse período prestou inestimáveis serviços no apoio e manutenção de faróis e do balizamento no litoral da Bahia e de Sergipe.

1977

Em 17 de maio, naufragou no litoral do Estado de Alagoas, a 1.5 milha da cidade de Maragogi. Em 16 de junho, foi reflutuado, mas não retornou ao serviço. Em 26 de agosto, deu baixa definitiva do serviço em virtude do Aviso n.º 0379.

Fonte: Navios de Guerra Brasileiros

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Naufrágio Santana / Google Photos