Vídeo Submarino Recreacional: Breve história

Foto: Clécio Mayrink

Desde suas primeiras aventuras submarinas, o homem quis documentar a beleza do que via. Muitos desenhos (alguns bastante distorcidos pela imaginação do autor) procuravam retratar epopéias submarinas.

Embora a imagem cinematográfica submarina tenha surgido a mais de 80 anos, com o filme “Vinte Mil Léguas Submarinas”, equipamentos acessíveis ao mergulhador esportivo só surgiram muito depois, nos anos 60, com algumas filmadoras de 8 milímetros (e depois as super 8) Eumig, que permitiam filmes de até 5 minutos.

A grande revolução veio com o surgimento dos videocassetes e das câmeras de vídeo, há pouco mais de 20 anos. As primeiras unidades eram muito grandes, e as baterias duravam muito pouco.

As primeiras caixas estanques para o sistema VHS eram verdadeiros “dinossauros” cilíndricos, que pelo seu grande volume acabavam tendo que usar lastro para neutralizar o sistema. Isto, sem contar a baixa qualidade da imagem. O tempo passou e no final dos anos 80 as câmeras e as caixas estanques diminuíram de tamanho, com os sistemas 8 milímetros e VHS-C, que usavam fitas pouco maiores que uma fita de áudio cassete.

No início dos anos 90, estes sistemas evoluíram para os formatos Hi-8 e Super VHS-C, com melhora da definição da imagem, com mais linhas de resolução. Algumas destas câmeras já tinham captação de cores com 3 CCDs (Capture Circuit Device).

Com a chegada da era digital, as câmeras também abraçaram esta tecnologia, e o formato mais popular atualmente é o Mini-DV (Digital Vídeo). A perda de informação na captura deste formato, para um computador pessoal é basicamente inexistente. Além disto, as câmeras Mini-DV são ainda menores.

Outra tremenda evolução veio na edição de vídeo. Ao ivés das caríssimas ilhas de edição, as imagens passaram a ser capturadas por placas instaladas em computadores pessoais, permitindo que o videomaker amador tenha uma série de recursos de edição.

Os computadores da Apple, desde os Imac com processador G3 já vêm com captura de vídeo disponibilizada através dos velozes cabos Firewire.

Os sistemas de iluminação, um eterno problema debaixo da água, evoluíram das lâmpadas dicróicas (tremendas consumidoras de bateria) para o sistema de luz HID (High Intensity Discharge), com melhor correção de cores e muito mais tempo de queima. O único problema é o preço, ainda elevado.

Uma série de novidades surge na era digital todo dia, e cabe ao interessado ficar de olho nestas inovações, e procurar o sistema que melhor atenda suas necessidades. Num próximo artigo estaremos falando da escolha do equipamento.

Boas imagens

Gabriel Ganme
Dr. Gabriel Ganme é médico do esporte, e responsável pelo ambulatório de Medicina dos Esportes de Aventura da Escola Paulista de Medicina, no CETE - UNIFESP. Mergulha desde 1980 e foi Course Director pela PADI de 1990 até 2016. Foi Cave Intructor Sponsor (NSS/CDS), Technical Instructor pela TDI e IANTD, e membro da Undersea & Hyperbaric Medical Society. Atualmente é proprietário de uma clínica especializada em medicina esportiva.