Zona morta do Golfo do México cresce e vida marinha vai desaparecendo

Corais mortos - Foto: Clécio Mayrink

O nível de oxigênio na água no Golfo do México está tão baixo, que a vida marinha torna-se inviável. São as chamadas “zonas mortas”, onde as espécies só conseguem ter duas alternativas: a migração ou a morte.

A “zona morta” do Golfo do México atingiu este ano o maior tamanho registrado, segundo a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). Esta é a segunda maior do mundo, ficando atrás da zona morta do Mar Báltico.

Essa zona morta está localizada na foz do Rio Mississippi, que atravessa dez estados dos Estados Unidos antes de chegar ao Golfo do México, nas proximidades da cidade de New Orleans.

De acordo com os cientistas, a zona morta atingiu quase 23.000 km², quase a área total de El Salvador e 15 vezes o tamanho da Cidade do México. 

Motivos

Robert Magnien, diretor do Centro de Pesquisas de Patrimônio de Oceanos Costeiros da NOAA, explicou à BBC que o crescimento sem precedentes da zona morta do Golfo do México está relacionado principalmente com a atividades humanas.

Resíduos gerados pela população, o aumento da agricultura, uso de fertilizantes e outros produtos químicos, influenciaram a expansão da área nesta região.

Os nutrientes de fertilizantes são levados pela correnteza do rio Mississipi e estimulam o crescimento de algas e plânctons, que ao se decompor, consomem oxigênio, elemento vital para a existência de vida marinha na região. A decomposição desses organismos aumenta os níveis de nitrogênio e fósforo na água.

Vvárias espécies e ecossistemas ambientais são afetados pela expansão da zona morta, uma vez que a falta de oxigênio provoca a perda do habitat dos peixes, obrigando que eles se mudem para outras áreas para sobreviver. Outro efeito é a redução da capacidade de reprodução e a diminuição do tamanho médio das espécies.

Se não bastasse, algumas áreas do Golfo do México foram atingidas com vazamento de petróleo.

Redação
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