Afonso Pena

Nome Anterior: Minas Gerais

Data: 01/03/1943

GPS: 

Localização: Proximidades da costa de Porto Seguro-BA

Profundidade (m):

Visibilidade (m):

Motivo: Torpedeado por submarino italiano Barbarigo.

Estado:

Carga: Passageiros

Tipo: Vapor

Nacionalidade: Brasil

Dimensões (m): 112.2 / 14.8 / 4.9

Deslocamento (t): 3.540

Armador: Lloyd Brasileiro

Estaleiro: Workman, Clark & Co.

Propulsão: 540 HP de expansão tripla

Fabricação: 1910 – Belfast – Irlanda do Norte

Notas: Foi o vigésimo-oitavo navio brasileiro atacado na Segunda Guerra e o quarto mais mortífero a suceder-se, desde os afundamentos de agosto de 1942, com 125 mortos, dentre tripulantes e passageiros.

O navio, comandado pelo Capitão-de-Longo-Curso Euclides de Almeida Basílio, havia partido dias antes, da Amazônia em direção ao sul do Brasil, com destino final no Rio de Janeiro, tendo feito escalas em Manaus, Belém, São Luís, Fortaleza e Recife, e levando 242 pessoas, entre tripulantes e passageiros.

No dia 1º de março, a embarcação desgarra-se do comboio de navios que seguia sob o pretexto de não conhecer a rota utilizada. Por ter tornado-se um alvo fácil, no dia seguinte, por volta das 19 horas, na região do Arquipélago de Abrolhos, a aproximadamente 250km de Porto Seguro, o vapor foi torpedeado pelo submarino italiano Barbarigo — comandado pelo Capitão-Tenente Roberto Rigoli, o mesmo submarino que atacara o cargueiro Comandante Lira, em maio do ano anterior.

Depois do torpedeamento, com a confusão reinante a bordo, foi impossível parar as máquinas. A proa do navio começou a afundar e as baleeiras arriadas acabaram deslizando ao longo do costado do barco até chegar às hélices em movimento. Assim, muitos dos que tentavam se salvar acabaram morrendo despedaçados.

Morreram 33 tripulantes e 92 passageiros, num total de 125 pessoas. Dos 117 sobreviventes, alguns foram salvos pelo navio petroleiro norte-americano Tennessee e outros conseguiram chegar à praia de Porto Seguro na Bahia. Na mesma área em que foi afundado o Afonso Pena, outros quatro navios foram torpedeados nos primeiros dias de março, dois norte-americanos, um holandês e um sueco, comprovando que os submarinos do Eixo ainda atuavam no Atlântico Sul, apesar da sensível melhora nos sistemas de defesa submarina.