Aspectos de altitude nos rebreathers

Foto: Clécio Mayrink

Rebreathers de Circuito-Fechado com computadores de mergulho online tem uma consideração especial com relação à Pressão Parcial de Oxigênio (PpO2).

Em unidades mais sofisticadas, tipo nos Rebreathers Cochran, a altitude é considerada durante a calibragem dos sensores de PpO2, em terra.

Quando, na preparação da calibragem, o sistema é inundado com 100% Oxigênio, a PpO2 atual pode não ser 1 ata, caso o Rebreather esteja numa altitude acima do mar.

O Rebreather Cochran determina a PpO2 baseado em 100% Oxigênio e na altitude atual e automaticamente ajusta a calibragem da PpO2 de acordo.

Os Rebreathers que não entendem a altitude, podem ter erros significantes na PpO2, se calibrados em altitude.

Outra consideração em altitude, é a PpO2 máxima que pode ser atingida em profundidades bem rasas. Por exemplo, caso o mergulhador tenha configurado o seu Rebreather para um set-point da PpO2 de 1.3 ata, isto não pode ser alcançado em profundidades rasas.

O Rebreather deve ser ajustado para um set-point que não seja inatingível.

É claro que, a PpO2 máxima que pode ser atingida em qualquer profundidade, é dependente da altitude. Sendo assim, os Rebreathers “state of the art”, tipo a unidade Cochran, entende a altitude em seus cálculos.

Carlos Nelli Borges
Carlos Nelli Borges é Master Scuba Instructor pela PADI, Instrutor de Rebreather pela TDI (E.1211.I) e Instrutor Trainer Rebreather pela RAB (BR-133-02/98), possindo mais de 1.200 mergulhos com rebreathers. Foi representante da Dräger no Brasil entre 1997 e 2000. Atualmente atua como instrutor na África do Sul.