Encontrado antigo naufrágio do século 19 nos EUA

Foto: Ben Raines

A caçada ao naufrágio do Clotilda, o último navio de escravos americano, continua.

Um naufrágio do século 19, ainda não explorado, foi descoberto no delta de Mobile-Tensaw, que segundo os arqueólogos poderia ser o Clotilda. Posteriormente essa foi identificação foi descartada.

Ben Raines, repórter de um jornal local, encontrou os destroços quando ficaram expostos no Rio Mobile, durante as marés extremamente baixas na primeira semana de janeiro. O naufrágio foi encontrado ao lado de uma ilha onde o capitão William Foster havia mencionado em uma escritura, como sento o local onde queimou e afundou o navio Clotilda em 1860.

Raines trouxe arqueólogos para o local e deu início a investigação em grande escala dos destroços pela Comissão Histórica do Alabama, além de parceiros internacionais, que incluem o Serviço Nacional de Parques, o Museu Nacional Smithsonian de História e Cultura Afro-Americana, além de um grupo de mergulhadores afro-americanos que doam seu tempo ao Slave Wrecks Project.

Além disso, a Search, uma das principais empresas privadas em exploração arqueológica do mundo, forneceu uma equipe arqueológica.

As pesquisas contaram com a ajuda de Jim Delgado da Search, um dos arqueólogos marinhos mais aclamados da era moderna. Delgado é explorador da NatGeo e foi um dos protagonistas da série The Sea Hunters, da National Geographic.

Uma equipe de doze arqueólogos estudaram o local mapeando cuidadosamente o naufrágio, incluindo as partes do navio que encontram-se enterradas.

Atualmente, ninguém sabe o paradeiro de um único navio americano envolvido no tráfico de escravos. O navio negreiro exposto no Smithsonian é na verdade, um navio português recuperado na costa da África do Sul. O Clotilda foi o único navio envolvido no comércio de escravos americanos e, por coincidência, sua viagem é melhor documentada do que qualquer outro navio de escravos.