Highland Scot

Data: 16/05/1918

GPS: 22º 57,744′ S / 42º 48,294′ W

Localização: Praia de Maricá – Na área conhecida como Vidreira

Profundidade (m): 0 – 3

Visibilidade (m): 1 – 5

Motivo: Encalhou na praia devido ao mau tempo

Estado: Desmantelado

Carga: Carne e cargas diversas

Tipo: Passageiros

Nacionalidade: Inglaterra

Dimensões (m): 126.2 / 17.1 / 8.3

Deslocamento (t): 7.343

Armador: Nelson Line Ltd. – Nelson Steam Nav. Co. – H. & W. Nelson, Liverpool

Estaleiro: Russell & Co. Ltd., Greenock

Propulsão: Triple expansion engine de 830 HP

Fabricação: 1910

Notas:

7 passageiros a bordo / 1 hélice

Naufrágio identificado por Paulo Tessarollo.

Relatório do Naufrágio do Highland

Rio de Janeiro – 7 / 8 de maio de 1918
O vapor Inglês “Highland Scot” encalha nas Ilhas Maricás, cerca de 15 milhas da cidade do Rio de Janeiro. Medo da perda da carga faz necessário o auxílio ao navio. Rebocadores ficam de prontidão.

Londres – 7 / 8 de Maio
Proprietários do navio recebem a notícia que o Highland Scot encalhou nas Ilhas Maricás ao se aproximar do Rio de Janeiro vindo do Rio da Prata. Preparativos para salvatagem se iniciam.

Rio de Janeiro – 7 a 9 de Maio
Rebocadores do governo e navios de guerra britânicos iniciam assistência ao navio. O Highland Scot se encontra na face nordeste das Maricás, parte do casco na praia, fundo de areia. Carga no deck do navio caindo no mar.

8 / 10 de Maio
Posição do navio praticamente a mesma. Assistência de rebocadores é contínua. Navio se encontra com bordo em uma praia. Âncoras em posição satisfatória. Retirada da carga e do carvão prossegue. Passageiros chegam ao Rio de Janeiro. Agente da Lloyd´s of London está a bordo.

Londres – 9 / 10 Maio
Relatório dos proprietários: (1) Carga sendo retirada. Toda a ajuda possível disponível. Passageiros chegaram ao RJ levados por navio militar britânico. (2) Notícia não tão favorável. Guincho da âncora de proa quebrado, impossível reparar no local onde o navio está. Popa mais próxima da ilha. Bombas de porão dos anteparos 1 e 2 fora de serviço e pequena quantidade de água começa a entrar. No anteparo nº 3 a quantidade de água é mais séria mais as bombas de porão estão funcionando perfeitamente. Perspectiva de salvar o navio não estão mais tão favoráveis quanto ontem mas os esforços continuam.

Rio de Janeiro – 9 /11 de Maio
Agentes da lloyd´s retornam ao navio. Posição agora é séria. Aguardam confirmação para o dia seguinte.

13 / 15 de Maio
Quase não há esperanças de salvar o navio. É possível andar pelo bordo do navio na maré baixa. Agora é tentada o resgate das cargas perecíveis como a carne e a manteiga a bordo através de transporte para o RJ. Máquina de refrigeração para de funcionar em 10 de maio. Representantes da Lloyd´s permanecem a bordo.

15 / 17 de Maio
Marinheiro reporta: Casco na proa e salão do deck colapsam. Carga começa a se perder na água. Casco se parte em um dos porões de proa.

16/18 de Maio
Todas as tentativas de salvar a carga falharam. Considerar outras despesas com este objetivo inúteis.

20 a 22 de Maio
Não foi possível salvar a manteiga. Possibilidade de salvar materiais pequena. Resto da tripulação forçada a abandonar o navio em 18 de Maio por piratas de naufrágios armados.

23 / 25 de Maio
Remanescente da carga sendo leiloada. Agente da Lloyd´s aguardando ofertas de compra pelo destroço do navio.

Imagens:

Redação

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