Pampeiro

Data: 20/10/1828

GPS:

Localização: Barra de Vitória

Profundidade (m):

Visibilidade (m):

Motivo:

Estado:

Carga:

Tipo: Brigue

Nacionalidade: Brasil

Dimensões (m):

Deslocamento (t):

Armador: Marinha do Brasil

Estaleiro

Propulsão: Vela com mastreação armada em brigue.

Fabricação: 1827

Notas:

O Brigue Pampeiro, ex-Pampero, foi o primeiro navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil, em homenagem ao vento que sobra no Pampas gaúchos. O Pampeiro, era um Brigue argentino chamado Pampero que possuía uma carta de corso contra o nosso comércio marítimo. Em 15 de março de 1827, foi capturado pela Fragata Isabel Maria, comandada pelo Capitão-de-Fragata Alexandre de Beaurepaire, ao largo de Cabo Frio.

A ação de apresamento foi assim descrita no livro de de quarto: Quarto de 00:00 às 8h: “Tomei entrega do quarto, dando caça a um bergantim que seguia pela proa, indo nós com toda a força de vela como marca o Diário. Às 06h estando mais próximos, se principiou a fazer fogo com os cachorros de proa e como não obedeceu, nem lhe podemos chegar, cessamos de lhe atirar, e pelas 8h estando próximos, se lhe fez um tiro, estando já ao alcance de artilharia e pronto a fazer fogo, então ferrou parte do pano e atravessou o nosso sotavento. Se lhe ordenou que mandasse o escaler a bordo, o que fez trazendo o Capitão que depôs que andava a corso.” Pela leis em vigor na época, foi incorporado a nossa Armada recebendo o nome de Pampeiro. Naquela ocasião, assumiu o comando, o 1º Tenente Duarte Martins.

1827

O Pampeiro foi conduzido para o Rio de Janeiro, sob o comando do 1º Ten. Duarte Martins. Em 13 de setembro, atacou e pôs em fuga uma escuna corsária a serviço da argentina.

1828

Em 20 de outubro, naufragou ao largo de Vitoria, no Espirito Santo. Na época era seu comandante o Capitão-Tenente Pedro Ferreira de Oliveira. Sua tripulação foi resgatada pelo Brigue Beaurepaire. Esta perda foi compensada pela aquisição de uma corveta inimiga, a General Dorrego, que, em disputado combate, teve de arriar a bandeira argentina ao fogo da corveta Bertioga.

Fonte: Marinha do Brasil

Redação
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