Sacramento

Foto: Danilo Trinchão

Data: 05/05/1668

GPS: 13º 02.552″ S / 38º 29.977″ W

Localização: Recifes de Santo Antônio

Profundidade (m): 30

Visibilidade (m): 15 – 30

Motivo: Bateu no banco de recifes de nome Santo Antônio

Estado: Desmantelado

Carga: Passageiros

Tipo: Galeão

Nacionalidade: Portugal

Dimensões (m):

Deslocamento (t):

Armador:

Estaleiro:

Propulsão: Vela

Fabricação:

Notas: Quando o grande navio encalhou, já quase chegando a Salvador, ao bater no banco de Santo Antônio, aproximadamente às 18h de um escura noite e tempestuosa de 5 de maio de 1668, todos à bordo, sabiam que havia poucas chances de sobrevivência.

Logo depois, o galeão português Sacramento se soltou e começou a afundar. Às 23h, só restavam destroços na superfície do mar.

A bordo estavam cerca de 600 pessoas, entre tripulantes e passageiros que vinham de Portugal, inclusive o General Francisco Correia da Silva, designado para o cargo de governador do Brasil. Ele não estava dentre os que se salvaram, cerca de 70 pessoas somente, principalmente marinheiros e soldados.

Foi uma grande tragédia, lamentada pelos cronistas dos tempos coloniais. Era um navio de guerra português, construído em 1650, na cidade do Porto, para enfrentar as grandes viagens oceânicas e projetar, além-mar, o poder militar de Portugal.

O mundo vivia um período de conflitos, de maneira que as embarcações mercantes navegavam agrupadas em comboios, sob a escolta de navios de guerra. O Sacramento era, justamente, a nau capitânia da frota de uns 50 navios que, no regresso do Brasil, levaria a produção da colônia para a Europa.

Trezentos anos depois, no início da década de 1970, o exato local do naufrágio do Sacramento, em frente ao Rio Vermelho, na Bahia, foi encontrado por mergulhadores. O sítio arqueológico era um amontoado de pedras de lastro e objetos, inclusive canhões de ferro e bronze. Na mesma década, a Marinha e o Ministério da Educação e Cultura ofereceram os meios para recuperar parte do material submerso, que estava sendo saqueado.

O trabalho se desenvolveu de 1976 a 1987 e parte do que foi recuperado integra a exposição permanente de Arqueologia Subaquática do Espaço Cultural da Marinha, no Rio de Janeiro.

GPS – Fornecido por Bruno Fagundes

Imagens:

 

Redação

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