Tipos de arquivos na Fotografia Digital

Frequentemente vejo pessoas comentando sobre os formatos utilizados na fotografia digital, mas o maior problema, é que a grande maioria desconhece as características de cada formato utilizado nas câmeras digitais, como por exemplo, as extensões JPG, TIFF e RAW.

Formato JPEG ou JPG (Join Photographic Experts Group)

Muito utilizado na internet, este padrão foi adotado na fotografia digital em função da boa qualidade da imagem gerada e espaço em disco utilizado. Este formato é baseado em algoritmos que realizam a compressão das imagens, ocupando bem menos espaço, e muito bem aceito pela maioria dos programas para computador. Este formato possui um formato de compressão não fixa, isto é, conforme a variação de cores da imagem, poderá haver uma variação na compressão ativa desta imagem. Um exemplo, é ter duas imagens com tamanhos idênticos e cores diferenciadas, onde você notará que haverá uma diferença em kbytes utilizados para armazenagem dessas imagens.

O algoritmo utilizado na compressão do JPG é o Lossy, que causa perdas onde nunca poderão corrigidas após a geração do arquivo. Salvando uma imagem neste formato haverá perda na qualidade definitivamente. Outro problema, é quanto à manipulação desses arquivos, pois cada vez que for salvo durante uma manipulação, haverá a perda de qualidade sucessivamente. Todo arquivo JPG possui um parâmetro de qualidade de compressão, onde quanto maior for, menor qualidade a imagem terá. Normalmente um arquivo em JPG possui 8 bits para cada canal RGB (Red, Green and Blue), o que significa 24 bits para cada pixel na fotografia, onde temo como resultado, o máximo de 16 milhões de cores na imagem.

Formato TIFF (Tagged Image File Format)

Desenvolvido pela Microsoft, este formato está relacionado a arquivos maiores e com alta qualidade, onde o arquivo pode ter uma imagem gerada com alta ou baixa qualidade, onde o ideal, é a geração de arquivos TIFF sem compressão para se escapar de possíveis problemas de compatibilidade entre sistemas. Cada arquivo com extensão TIFF, pode ser gerado com 8 ou 16 bits por canal de cor RGB, onde o usuário obterá até 48 bits por pixel de um total de bilhões de cores. A importância de se usar 16 bits por canal para um total de 48 bits por pixel, está relacionado a capacidade de se usar os comandos de Níveis e Curvas (Levels e Curves) do Photoshop, sem causar defeitos nas imagens como a Posterization. Nos arquivos com 16 bits por canal dificilmente ocorrem saltos de variações. A transição entre cores e brilho é bem mais suave.

O ponto negativo de se usar 48 bits é quanto ao tamanho do arquivo gerado, pois aumenta muito, onde muitas vezes podem ter seu tamanho dobrado. Caso uma imagem for manipulada por diversas vezes, é aconselhável a utilização do modo 16 bits ao invés de 8 bits, para que não haja perdas.

Uma imagem gerada no formato TIFF convertida para o formato JPG, automaticamente cairá para 8 bits e não se pode voltar aos 16 bits, pois não existe a possibilidade de se reverter o processo de perda de qualidade.

Formato RAW

Este formato gera imagens exatamente como elas foram captadas pelo sensor da máquina digital. Não há processamento da imagem pela câmera como o controle de brilho e contraste por exemplo. Para a manipulação da imagem em um editor como o Photoshop, além de ficar mais fácil o tratamento como um todo, você estará trabalhando diretamente em um arquivo como se fosse um negativo de uma foto. Ajustes na exposição e detalhes da imagem podem ser feitos facilmente neste formato, divergindo dos formatos JPG e TIFF.

Um dos problemas na geração de imagens neste formato, é que por ser um formato proprietário, a maioria dos editores não trabalham com formato, dificultando a manipulação da imagem por aqueles que não detenham bons conhecimentos em manipulação de imagens. Outro ponto importante, é que este formato requer muito espaço em disco do computador, pois como os arquivos gerados não passam por um processo de compressão, automaticamente estes arquivos tornam-se maiores.

Tratando as imagens

Ao manipular as imagens em um editor de imagens no computador, lembre-se sempre da regra abaixo:

JPG – Ao finalizar a edição da imagem no computador, salve as imagens como um arquivo .TIFF e com 8 bits, deixando este arquivo como matriz a ser gravado em um CD.

RAW – Idem ao item anterior, porém, salve a imagem como .TIFF e com 16 bits.

Clecio Mayrink
Nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em 1987 pela CMAS e realizou Dive Master em 1990 pela PADI. Hoje é mergulhador Técnico Trimix (Mergulho Profundo) e de cavernas (Technical Cave Diver e Advanced Cave Side Mount / No Mount). É juiz internacional de apneia pela AIDA e foi membro da expedição de mapeamento da Lagoa Misteriosa em Bonito-MS em 2008. Foi o idealizador do site Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769/SP), atuou como consultor para a ONU, UNESCO, além de diversos órgãos públicos no Brasil.