Naufrágio Príncipe de Astúrias

Data: 06/03/1916 – 4h

GPS: 23º 56,558′ S / 45º 13,472′ W

Localização: Ponta da Pirabura – Ilhabela

Profundidade (m): 14 – 54

Visibilidade (m): 2 – 5

Motivo: Bateu na ilha devido ao mau tempo

Estado: Desmantelado

Carga: Estanho, cobre, chumbo e porcelanas da época

Tipo: Transatlântico

Nacionalidade: Espanha

Dimensões (m): 150

Deslocamento (t): 18.500

Armador: Glasgow

Estaleiro: Pinillos Izquilerdo y Col

Propulsão: Vapor de 8.000 HP

Fabricação: 29/04/1914

Notas: Um dos maiores naufrágios na costa brasileira, onde morreram 477 pessoas. Alguns chegam à dizer que na realidade foram mais de 1.000 mortos, pois haviam refugiados alemães escondidos nos porões.

O navio tinha capacidade para até 1.300 passageiros e realizava a rota Barcelona – Buenos Aires, levando uma carga muito valiosa, além das 40.000 libras esterlinas de uma agência bancária de Buenos Aires. Também levava uma estátua de bronze do General San Martin, que seria doada ao governo argentino.

Durante a madrugada, por volta das 4h da manhã, o navio estava em volto de um denso nevoeiro e forte tempestade, indo contra ondas de até 6 m de altura, fazendo com que a tripulação não avistasse Farol da Ponta do Boi. O navio batera violentamente nos rochedos rompendo o casco e sofrendo grandes avarias da proa até a meia nau, e em apenas 3 minutos, as caldeiras explodiram.

Pouco tempo depois do impacto, o navio afundou. O número de mortos poderia ser maior se não houvesse o resgate feito pelos tripulantes do navio inglês “Vega” que passava próximo no momento do acidente.

Dizem os moradores locais, que seus antigos familiares contam histórias que ao clarear do dia na Baía dos Castelhanos, haviam dezenas de corpos espalhados pela areia.

Há fortes correntes no local e diversos pedaços pontiagudos das ferragens.

 

Documentos

Os cem anos do Titanic brasileiro PDF1.4Mb
Matéria publicada no Jornal A Tribuna no dia 28/02/2016 – Por: José Cláudio Pimentel

 

Galeria de Imagens

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