Sangalaki – Um paraíso perdido no oceano

Sangalaki está localizada fora da costa leste da Indonésia, precisamente na ilha de Bornéu, Sangalaki possui mergulhos espetaculares, com vida marinha exótica e abundante.

São vistos nos mergulhos, dezenas de moreias azuis, frog fishes, tartarugas, arraias manta, tubarões e centenas de tipos de nudibrânquios, corais e peixes coloridos.

Sangalaki é cercada de recifes protegidos por lei, por estarem dentro do Parque Marinho Indonésio. Livre de efeitos destrutivos dos explosivos e da pesca, Sangalaki é um exemplo de ecossistema marinho tropical intocado.

Sangalaki é considerada a região de procriação das tartarugas verdes no sudeste asiático. Existem programas de conservação da natureza, onde são mostrados aos mergulhadores as vantagens de se conservar a região e suas tartarugas verdes.

 

Sangalaki3
Foto: Indonesia Travel

 

Desde julho de 2001, o mergulho em Sangalaki se tornou um recurso independente das famosas operadoras de Bornéu (Sabah).

 

Mergulho

O mergulho é realizado todos os meses do ano, devido a sua localização geográfica, pois não há ventos fortes. Há duas estações na região de Bornéu, a “estação chuvosa” que dura de dezembro à março, e a “estação seca” que vai de abril à novembro, onde a temperatura média varia entre 28 e 30ºC.

A visibilidade gira em torno dos 20m e geralmente Sangalaki tem visibilidade melhor do que Samama ou Derawan. Já em Kakaban e Maratua, tendem a ter a visibilidade ligeiramente melhor do que Sangalaki, por ficarem mais distante.

Sangalaki é cercada por uma lagoa rasa e recifes à beira, com uma grande diversidade marinha, onde a maioria dos mergulhos não ultrapassam os 20m. A inclinação dos recifes permitem excelentes mergulhos rasos, onde são vistos corais duros e moles, e mais de 500 espécies habitando o local, um número muito acima, comparado ao número de espécies encontrados no Mar do Caribe (67 espécies somente).

Em Sangalaki você criaturas marinhas grandes e pequenas. Olha-se para o lado, e vemos um pequeno nudibrânquio colorido, e de repente olha-se para o outro lado, você se depara com uma tartaruga ou uma arraia manta de 4m.

 

Samaman

Este local além de belíssimo, é excelente para macro fotografia, sendo a realização pessoal para qualquer fotógrafos sub. Criaturas pequenas, muito coloridas e interessantes habitam as estruturas no local.

 

Kabadan

Kakaban é um recife muito grande, à aproximadamente 20min de Sangalaki, que é remanescente dos recifes de Palau, com penhascos de pedra calcária.

Um bom ponto de mergulho, é o Barracuda, com enormes barracudas, tubarões leopardo e tubarões cinzentos dos recifes. Há também um drift (corrente) que passa ao longo das paredes sendo um mergulho muito interessante aos mergulhadores mais avançados.

Após um snorkeling durante o  intervalo de superfície, a próxima parada é em Kakaban’s Blue Light Cave, sendo um mergulho realmente emocionante. Com uma entrada em um eixo vertical no alto do recife e a apenas 1m da superfície, você desce até 21m em uma túnel da principal da caverna, onde é possível ver a saída e um azul intenso muito forte do fundo mar. Na saída, encontra-se alguns tubarões nadando tranquilamente.

 

Maratua

Aproximadamente a 1h de Sangalaki, é um grande recife maciço com uma lagoa e grande quantidade de corais duros e macios.

O belo visual local facilita aos fotógrafos do tipo “cartão postal”.

 

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Serviços

A operadora local é a Sangalaki Dive Lodge, com ótima equipe, boas instalações e equipamentos.

Bornéu é a terceira maior ilha no mundo. Kalimantan é parte indonesiana de Bornéu que ocupa o 2/3 do sul da ilha. Sangalaki está situada na província indonesiana de Kalimantan do leste. Há duas rotas que você pode escolher ao planejar uma viagem até lá.

Através do lado malasiano de Bornéu, via Kota Kinabalu, Sabah, ou então, pelo lado indonesiano através de avião e balsa de Tawau à Tarakan, ou ainda, voando à Balikpapan no lado indonésio de Bornéu, via Singapura ou Jakarta.

Para o viajante, é aconselhável entrar em contato com a operador Sangalaki Dive, e informar por qual dos destinos deseja ir e de que local se pretende sair (EUA ou Europa), a fim de obter informações detalhadas. Para se chegar até Sangalaki, é realmente confuso e cheio de conexões, mais com certeza vale a pena.

Clecio Mayrink

Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.

Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.

Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.

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