Pulando na água, nade para longe !

Normalmente é ensinado nos cursos de mergulho, que assim que o mergulhador salta da plataforma da embarcação e cai na água, ele deve nadar para longe da mesma, contudo,  infelizmente nem todos fazem isso.

Esse procedimento deve ser executado o quanto antes pelo mergulhador por alguns motivos importantes. Vejamos:

Se um mergulhador cai na água e se mantém bem próximo da embarcação, existe uma grande possibilidade de outro mergulhador se jogar na água e acabar caindo sobre ele, causando um grande impacto, com a possibilidade de se machucarem.

Numa situação pior, ter consequências mais sérias, como a quebra de algum membro em razão do grande impacto do corpo nos cilindros de mergulho do outro mergulhador, por exemplo.

Muitas vezes quem está na plataforma, não tem uma boa visão da área ao redor da mesma, e não consegue perceber que há um mergulhador próximo à plataforma do barco.

Em pontos de mergulho onde haja grande incidência de correntes ou fortes ondulações, o mergulhador que caiu na água e não se distancia, prejudica a operação de mergulho, pois os demais mergulhadores acabam tendo que aguardar que o mergulhador na água sai do local para que possam saltar.

Há um risco muito grande de impacto da escada da embarcação colidir contra o mergulhador que está na água acabando de se ajeitar para dar início ao mergulho, pois muitas vezes, em razão das ondulações, a escada da embarcação fica subindo e descendo rápido, e um impacto de uma escada dessa no mergulhador, causará grandes danos à ele e até paralisar a operação, pois haverá a necessidade de primeiros socorros e até regresso imediato da embarcação.

Portanto, ao pular na água, vire-se, e dê o sinal de OK, já batendo pernas para se distanciar da embarcação de mergulho.

Fazendo isso, você evita transtornos e poderá curtir deu mergulho de forma segura juntamente com os demais mergulhadores.

Clecio Mayrink

Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.

Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.

Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.

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