Novas regras aeroportuárias atingem viajantes

de Em razão dos últimos atentados pelo mundo, vários países adotaram novas regras para quem viaja de avião, e logicamente, isso atinge os mergulhadores.

Agora nos Estados Unidos, todo viajante que passar pela vistoria do pré-embarque, obrigatoriamente terá que remover sua câmera fotográfica da bagagem de mão e passar o equipamento no raio X, separadamente dos demais itens, assim como já era feito com os notebooks.

A nova regra do watts / hora (Wh)

Se não bastassem tantas regras impostas aos viajantes, a agência de segurança aeroviária adotou uma nova regulamentação em todo o mundo em relação ao transporte de baterias.

Atualmente o viajante não poderá transportar baterias com carga superior a 160Wh (watts hora), devido ao risco de explosão e incêndio que a bateria poderá ocasionar.

A venda de baterias de lítio e principalmente as de lítio polímero (Lipo), cresceu de forma exponencial nos últimos anos e ocorreram diversos incidentes com viajantes transportando essas baterias. Há inúmeros vídeos na internet mostrando baterias estourando, pegando fogo, e em alguns casos, gerando até incêndio.

No que diz respeito aos mergulhadores, essas baterias são encontradas em lanternas, câmeras fotográficas, notebooks, drones, dentre outros produtos.

Normalmente as baterias fabricadas por marcas de primeira linha, existe a descrição da potência em watts hora. Se a bateria não possuir essa informação, é possível calcular a potência usando a seguinte fórmula:

Amperagem X Voltagem = Valor em Wh

Exemplo:    3.8Ah (3.800mAH) x 5.0v = 19Wh (watts hora)

Em todo o caso, uma bateria que tenha o equivalente a 160Wh, normalmente são baterias grandes, e dificilmente um mergulhador estará transportando uma bateria desse porte, mas é preciso ficar atento para estar dentro das regras e não ter algum tipo de surpresa na hora do embarque.

 

Selo de bateria com indicação de Wh – Foto: Clécio Mayrink

 

Quem utiliza as baterias de lítio ou lítio polímero, uma boa dica é a utilização de bolsas de transporte de baterias de lítio / lítio polímero, pois caso a bateria tenha algum tipo de fuga e princípio de incêndio, esse tipo de bolsa não permite que as chamas de propaguem e evita a possibilidade de explosão. Seu custo é baixo e pode ser facilmente encontrada na internet para aquisição.

Clecio Mayrink

Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.

Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.

Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.

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