É muito comum presenciar algum mergulhador tendo dúvidas na hora da compra de um Swivel ou cotovelo, por não saber as diferenças entre eles.
A diferença principal entre eles, é que o cotovelo de 90°, altera o ângulo em 90° (ou quase isso, dependendo do modelo) para um melhor posicionamento da mangueira. Em razão da sua simples construção, ele acaba sendo muito usado pelos praticantes do mergulho técnico e caverna, pois contribui para um melhor posicionamento da mangueira do segundo estágio do regulador. A estrutura interna deste cotovelo permite um fluxo de gás direto e pequena redução no arrasto, por deixar a mangueira mais próxima ao corpo do mergulhador.
Já o modelo Swivel 360° permite posicionar a mangueira sob qualquer ângulo e posição, pois este modelo de ajusta a curvatura da mangueira em relação ao segundo estágio do regulador.
Alguns mergulhadores experientes possuem algumas objeções em relação ao modelo Swivel 360°, pois esse modelo utiliza partes móveis em seu interior, como a adição de o-ring, por exemplo, e este acaba tendo um atrito interno entre metais para manter o compartimento totalmente estanque, daí, considerado como menos confiável que o modelo de 90° por alguns mergulhadores.
Em ambos os casos, é fundamental que o mergulhador realize a manutenção anual do regulador para que o Swivel passe pela inspeção, seja limpo e tenha seu o-ring interno trocado se for o caso. Assim, você evita a possibilidade de vazamentos durante o mergulho.
Os fabricantes e distribuidores de equipamentos afirmam que não há relatos de problemas com Swivel 360°, sendo um acessório confiável e que traz benefícios ao mergulhador, no entanto, já presenciei vários vazamentos pelo Swivel, mostrando que ele pode apresentar a perda de gás.
A escolha do modelo acaba sendo uma questão pessoal, e a cada dia, eles ganham mais espaço no mercado por trazerem mais conforto ao mergulhador.


Clecio Mayrink
Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.
Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.
Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.



