Mergulhadores encontraram um naufrágio militar na antiga cidade submersa de Thônis-Heracleion, que chegou a ser o maior porto do Egito, no Mediterrâneo.
No local também foi encontrado um complexo funerário que comprova a presença de mercadores gregos no local, segundo informações da Agência Brasil.
A cidade, que controlava a entrada ao Egito na foz de um braço ocidental do Nilo, dominou a região por séculos antes da fundação de Alexandria por Alexandre, o Grande, 331 antes de Cristo.
Destruída e afundada junto com uma vasta área do delta do Nilo por vários terremotos e maremotos, a cidade submersa Thônis-Heracleion foi redescoberta em 2001 na baía de Abu Qir, perto de Alexandria, sendo a segunda maior cidade do Egito agora.
O navio militar foi descoberto por uma missão egípcia e francesa liderada pelo Instituto Europeu de Arqueologia Submersa, e teria afundado quando o famoso templo de Amun, ao qual estava atracado, desabou no segundo século antes de Cristo.
Um estudo preliminar mostra que o casco do navio de fundo chato com 25m de comprimento, remos e uma grande vela, fora construído com a tradição clássica e com características das construções do antigo Egito, afirmou o Ministério de Turismo e Antiguidades do Egito.
Em outra parte da cidade, a missão revelou os destroços de uma grande área funerária grega, que data dos primeiros anos do quarto século antes de Cristo.
“Esta descoberta ilustra lindamente a presença dos mercadores gregos que viviam naquela cidade”, disse o ministro, acrescentando que os gregos foram autorizados a se estabelecer por lá durante as últimas dinastias faraônicas.
“Eles construíram seus próprios santuários próximos ao enorme templo de Amon. Foram destruídos simultaneamente e seus restos mortais encontrados misturados com os do templo egípcio.”
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