Dica: Criando “mola” no Cabo Ótico usado na fotografia subaquática

Os cabos elétricos utilizados pelos flashes subaquáticos criam uma conexão entre a câmera fotográfica e o flash subaquático, permitindo o disparo do flash no exato momento em que o mergulhador tira uma fotografa.

Contudo, como a eletrônica e água são aspectos bem diferentes e não se dão muito bem, eventualmente alguns problemas como “mau contato”, por exemplo, acaba criando problema para o mergulhador para captar suas imagens durante o mergulho.

 

O Cabo Ótico

Para contornar os problemas causados pelos cabos elétricos, surgiram os chamados Cabos Óticos, que nada mais são, que uma fibra ótica adaptada para o uso embaixo d’água, e esse tipo de cabo eliminou a possibilidade de mau contato elétrico comum em cabos elétricos, pois o cabo ótico apenas passa a luz em alta velocidade.

Neste caso, o flash da própria câmera fotográfica ainda dentro da caixa estanque, emite uma luz que é transferida pelo cabo ótico até o flash externo, que automaticamente aciona o disparo.

 

Configuração de Cabo Ótico

Um cabo ótico em si não é cheio de mistérios, pois são extremamente simples, e os modelos disponíveis para mergulho são a mesma coisa, porém, com adaptadores na extremidade para realizar a conexão com o flash, além de ser bem mais caros.

Como ambos realizam a mesma ação, muitos mergulhadores adquirem cabos óticos em lojas de eletrônica em geral, fazem algumas adaptações e utilizam em seus sistemas de fotografia subaquática.

A grande questão, é que os cabo encontrados no mercado são sempre retos, ou seja, sem as tradicionais “molinhas” que vemos nos cabos óticos vendidos em lojas de fotografia subaquática, e essas molinhas fazem uma boa diferença, pois além de permitir um manuseio melhor do braço do flash, também evita que o cabo fique solto e passível de enrosco, quando o braço está retraído e próximo da caixa estanque, pois essas molinhas permitem que o cabo estique e retraia com facilidade.

Conversando recentemente com o renomado fotógrafo subaquático Carlos Montechi, acabei ouvindo uma ótima dica, que permite criar as molinhas no cabo ótico com extrema facilidade.

Aliás, nem sabia que isso era possível, pois sempre acreditei que esses cabos já eram fabricados por injeção plástica em fábrica especializada, e ao que parece, não é o caso.

 

Foto: Clécio Mayrink

 

Criando molas no Cabo Ótico

Fazendo algumas adaptações em um novo sistema de foto que estou criando, peguei um cabo ótico desses utilizados em sistema de Home Theater, cortei na medida desejada e suas pontas.

A formação das molinhas é feita por choque térmico, incrível, não ?

Basta enrolar o cabo em algum metal arredondado, deixando-o já no formato desejado. No meu caso, utilizei uma lima de desbaste com dois prendedores metálicos para fixar as pontas do cabo, deixando-o bem enrolado como na foto anterior.

Feito isso, você deve ferver de 1 a 2 litros de água até borbulhar bem, e seguida, despeje lentamente a água fervente diretamente no cabo enrolado até acabar toda a água do pote.

Assim que acabar com toda a água quente, jogue bastante água bem fria diretamente no cabo para que ocorra o choque térmico, e pronto, as molinhas estarão criadas e o seu cabo pronto para uso.

Simples, fácil e eficiente. Achei a dica ótima, e você ?

Meus agradecimentos ao Carlos Montechi por sempre compartilhar suas experiências e dicas conosco e com os amigos.

 

Cabo ótico depois do choque térmico – Foto: Clécio Mayrink

Clecio Mayrink

Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.

Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.

Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.

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