Felizmente a bandidagem pouco sabe sobre mergulho e os custos envolvidos, e raramente vemos algum mergulhador tendo problema com esse tipo de coisa, mas quando ocorre, é importante saber o que normalmente acontece em sequência.
O mais comum é o meliante tentar vender os equipamentos de mergulho na Internet, utilizando principalmente as redes sociais; e um aspecto que normalmente chama a atenção, é o valor cobrado muito abaixo do normal praticado pelo mercado, gerando logo de cara, uma desconfiança sobre a procedência do material.
Se você foi furtado ou roubado, procure estar atento aos principais canais de venda de equipamentos, na tentativa de monitorar a possibilidade do bandido surgir com algum anúncio e tentando vender seus equipamentos. Ss isso acontecer, a primeira coisa a ser feita é tirar um print de tela de tudo o que for encontrado, pegar todas as informações possíveis, fotos e links relacionados ao perfil do sujeito, porque de uma hora pra outra, ele pode tirar do ar e você ficar sem esses dados.
Com os dados em mãos, você deve se dirigir até uma delegacia para comunicar a situação.
Por isso é muito importante que você tenha feito o registro do furto / roubo em uma delegacia logo após a ocorrência, pois facilitará a investigação e, quem sabe, uma ida com a polícia até o local onde os equipamentos se encontram e tentar recuperá-los.
Jamais marque um encontro com o meliante sem o envolvimento e suporte de uma força policial, até porque, você poderá ser reconhecido e ter problemas ainda maiores, por estar colocando sua vida sob risco desnecessário.
Algumas dicas
- Procure sempre marcar seus equipamentos com suas iniciais, utilizando uma caneta de marcação apropriada. Isso ajuda na identificação dos equipamentos nas saídas de mergulho e pode ajudar num eventual furto / roubo;
- É imprescindível que você guarde as notas fiscais ou invoice de compra dos equipamentos. Isso ajuda a comprovar a propriedade dos mesmos;
- Poucos mergulhadores realizam este procedimento, mas é recomendável ter em casa, uma anotação com a relação dos equipamentos e seus números de série;
- Nas paradas das estradas, evite deixar os equipamentos visíveis no banco ou na caçamba do veículo. Isso chama a atenção dos meliantes. Se deixar na caçamba, procure manter o veículo sempre a vista;
- Evite estacionar o veículo em locais abertos e sem ninguém vigiando;
- Em caso de furto ou roubo, registre um boletim de ocorrência o quanto antes, monitore as redes sociais, principalmente grupos de venda de equipamentos no Facebook, além de sites como Mercado Livre e OLX;
- Entre em contato com nossa equipe, passando todos os detalhes do furto / roubo, para que possamos informar as escolas e operadoras no Brasil. Possuímos um grupo fechado para o repasse de informações restritas aos empresários, que além de deixar todos cientes, se houver uma tentativa de venda de algum equipamento oriundo de crime em uma loja / operadora, o proprietário poderá ser avisado, como já aconteceu algumas vezes;
- Se você é o tipo de mergulhador que tenta ser precavido ao extremo, talvez usar um micro GPS para rastreamento ajude a ter mais segurança. Saiba mais aqui.

Clecio Mayrink
Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.
Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.
Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.



