Backscatter – Um dos grandes problemas na fotografia subaquática

Um dos maiores problemas que um fotógrafo subaquático encontra, são os pontinhos brancos que surgem nas fotos de mergulho. Eles são conhecidos pelo nome “Backscatter”.

Isso é causado pela luz do flash que acaba iluminando pequenas partículas na água entre a lente e o objeto fotografado. Isso também pode ser causado pela incidência de luz natural (mais raro), e esse tipo de problema é mais fácil de ocorrer quando se tem um fundo escuro.

A solução para esse tipo de problema é basicamente reposicionar em flash em relação ao objeto a ser fotografado. Isso, para o caso do flash externo, pois se você estiver usando um flash interno, a coisa complica.

O Backscatter pode ser visto quando um flash é posicionado ao lado da lente, por exemplo, como o flash interno de uma câmera. A retrodifusão será pior quando o objeto fotografado estiver longe ou se a água estiver cheia de suspensão. Fotografar em águas abertas facilita o mais surgimento do Backscatter do que na fotografia de um objeto tendo um recife de corais por trás.

Para diminuir as chances do Backscatter ocorrer, os fotógrafos normalmente usam dois flashes posicionados mais distantes da lente, iluminando o objeto a ser fotografado apenas com a borda dos feixes de luz.

 

Backscatter X Câmeras Compactas

Se você possui uma câmera compacta para fotografar embaixo d’água, procure usar um difusor para tentar reduzir o Backscatter em suas imagens. Não é uma solução eficaz, mas ajuda um pouco.

A melhor solução, ainda é utilizar um flash externo, procurando bloquear completamente a passagem de luz do flash interno da câmera, caso contrário, ainda haverá Backscatter causado pelo flash interno na imagem gerada.

Usar uma fita adesiva na parte externa da caixa estanque e por cima da saída do flash interno pode resolver isso.

 

Algumas formas para evitar o Backscatter

  • Se você possuir flash externo, faça o ajuste deles para que fiquem em posição correta;
  • Afaste seus flashes da porta / lente e não os aponte diretamente para o objeto a ser fotografado. Apenas ilumine o objeto com a borda do “cone”;
  • Procure bater pernas de forma adequada a fim de evitar a suspensão e mantendo a flutuabilidade constante;
  • Geralmente áreas mais rasas possuem melhor visibilidade e menos suspensão, e áreas mais profundas, menos visibilidade e maior chance de suspensão;
  • Foto com o azul infinito do mar tem mais chances de gerar imagens com backscatter;
  • Alguns flashes possuem iluminação de foco e que auxiliam bastante na focagem. Se você pretende adquirir um, pense nessa possibilidade.

 

Removendo Backscatter da imagem

Clicando aqui, você poderá assistir a um vídeo, onde explico os procedimentos básicos para a remoção de Backscatter das imagens utilizando o editor gráfico Photoshop.

Não é um processo rápido, mas certamente vai ajudá-lo a gerar uma imagem final com qualidade superior e sem os famosos pontinhos brancos chatos.

 

Pontinhos brancos gerados pelo mal posicionamento do flash – Foto: Clécio Mayrink

Clecio Mayrink

Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.

Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.

Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.

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