Cidade Maia submersa encontrada na Guatemala

Durante o período pré-clássico tardio – 400 aC a 250 dC, havia na Guatemala, uma cidade maia que ficava localizada em meio a um lago vulcânico, o Atitlán.

Com o passar dos tempos, essa cidade acabou sendo engolida pela cratera do vulcão San Pedro, obrigando os habitantes a fugirem da região. Mais de 2.000 mil anos depois, arqueólogos encontraram as ruínas da cidade submersa, localizadas entre 12 e 20m de profundidade, com diversos objetos de cerâmica e pedra.

Foram encontradas diversas ruínas, colunas, pedras cerimoniais, dentre outras estruturas. A partir desses achados, foi possível criar um mapa da cidade.

Também foi possível coletar amostras de lodo do lago, para obter mais detalhes sobre as mudanças no ambiente durante todo esse tempo.

Os especialistas acreditam que a cidade tenha desmoronado após um evento catastrófico, que pode ter sido causado por algum tipo de atividade vulcânica.

 

Cuidados na pesquisa

O sítio arqueológico foi explorado por profissionais liderados por Helena Barba Meinecke, chefe do Escritório da Península de Yucatán no Instituto Nacional de Antropologia. A expedição, que durou pouco mais de duas semanas, ocorreu entre os dias 13 de marco e 3 de abril deste ano e foram utilizadas novas técnicas e tecnologias virtuais não invasivas, visando a conservação dos artefatos e respeito ao local, que é considerado sagrado pelas comunidades que vivem  nas adjacências.

Foi necessária uma conversa com a liderança local, Nicolás Zapalú Toj, para obter uma permissão ancestrais, com intuito de promover os estudos na área.

Este não é o único sítio arqueológico dentro do Lago Atitlán, pois há indícios de que de outras duas cidades perdidas no lago, que seria Samabaj e Chiutinamit.

Encontrada na década de 90 por um mergulhador, Samabaj foi a primeira a ser escavada na região e, vem sendo estudada por pesquisadores que buscam desvendar os mistérios da civilização maia.

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