O tripé subaquático é um acessório que ajuda muito na captação de imagens profissionais.
Ele pode ser usado para criar, por exemplo, um vídeo macro bem mais estável, permitindo ao cinegrafista focar com perfeição um determinado ser marinho de pequenas dimensões, ou criar time lapses.
Vídeo em macro
A maioria dos cinegrafistas sabe que qualquer movimento da câmera em relação ao assunto, vai gerar uma imagem imperfeita, e quanto menor o assunto for, pior.
Segurar a câmera com a mão para uma foto em macro, vai resultar em algum movimento, mesmo se estiver usando a configuração de estabilização de imagem que algumas câmeras atuais possui.
O uso de um tripé certamente vai ajudará a enquadrar o assunto e eliminar a possibilidade de movimento da câmera, permitindo a captação de imagens estáticas e ajudando o sistema de foco automático da câmera, a manter o foco enquanto enfatiza os movimentos sutis do assunto.

Time Lapse
Time Lapses na captação de imagens da natureza exigem que a câmera permaneça no lugar por um longo período de tempo. Você simplesmente coloca sua câmera com o tripé montado e inicia a time lapse, deixa o equipamento por lá realizando a captação das imagens.
Você pode até sair para dar uma olhada nos corais e voltar tempos depois para buscar seu equipamento que estava gravando.
É importante ressaltar que a maioria dos tripés são fabricados em alumínio, tornando o set de foto ou vídeo, mais pesados, mas você pode adicionar alguns flutuadores para compensar esse peso extra, lembrando que sempre deverá haver uma flutuabilidade negativa suficiente para que o equipamento permaneça estável no fundo, caso contrário, qualquer fluxo de água mais forte ou até algum peixe mais curioso que venha a esbarrar com o equipamento, poderá derrubar sua câmera com tripé e tudo.
No pior dos casos, acabar arranhando o domo da caixa estanque pelo contato com alguma rocha, podendo acarretar num grande prejuízo para o mergulhador. Em alguns casos, principalmente em locais com correnteza, é recomendável a colocação de pedras de lastro em cada perna do tripé, podendo fixá-las com silve tape, por exemplo.
Você também jamais deve colocar as pernas do tripé em corais, esponjas e outros organismos vivos, para não danificá-los.
Abaixo você pode ver a base de um tripé subaquático adquirido no AliExpress. Ele permite diversos ajustes, sendo compatível com a maioria das caixas estanques.


Clecio Mayrink
Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.
Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.
Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.



