Sinalização para mergulhadores resulta em prisão e multa

O proprietário de uma operadora de mergulho que leva turistas para mergulhar com tubarões na Polinésia Francesa, foi condenado a um ano de prisão e multado em US$ 5.000 e proibido de operar por cinco anos, por instalar uma boia para sinalizar aos mergulhadores.

O centro de mergulho, Tetamanu Diving localizado em Fakarava, as Ilhas Tuamotu, é o segundo maior atol da Polinésia Francesa. Seu recife de coral é uma reserva da biosfera protegida pela UNESCO e seu Tumakohua Pass ao sul, é reconhecido como um dos melhores mergulhos com tubarões do mundo. Os mergulhadores buscam encontrar com os tubarões-cinzentos de recife em massa, bem como os muitos peixes e outros tubarões ao redor da entrada da passagem.

De acordo com um relato apresentado a um tribunal criminal, há quatro anos, o motor de um veleiro de 16 metros acabou parando ao entrar no meio da passagem. Depois de várias tentativas malsucedidas de reiniciá-lo, acabou encalhando nos recifes. Os ilhéus conseguiram resgatar seus sete ocupantes.

Uma investigação revelou que a hélice do barco havia enroscado na linha flutuante amarrada no recife à uma profundidade de 25m. Ela foi instalada para orientar os mergulhadores e fora colocada pelo proprietário do centro de mergulho e sem possuir uma autorização oficial, embora já existisse há cerca de 12 anos. Como resultado, o proprietário foi acusado de colocar em risco a vida de outras pessoas.

No julgamento do processo recente, o magistrado relatou o fato do réu não ter comparecido em tribunal e nem nomeado um representante legal para si ou para o centro de mergulho, segundo reportagem do jornal Tahiti Infos.

Referindo-se na ausência de Richmond às suas declarações registadas durante a investigação, o magistrado disse também afirmou que o operador admitiu ter instalado a boia “para evitar que os mergulhadores se perdessem”.

O magistrado citou uma testemunha que descreveu a boia como um “perigo latente, porque era indetectável para as embarcações”. A mesma testemunha também afirmou que Richmond se comportou como se fosse “o dono do local”.

Após o incidente, a boia foi substituída no mesmo local. Em seu depoimento, ele havia dito que a linha anterior estava no local há 12 anos sem aparentemente causar problemas, e que a alternativa à sua presença teria sido a morte de mergulhadores.

Dois representantes do estado tomaram posição para afirmar que a permissão para uma boia permanente amarrada no recife nunca teria sido concedida, mesmo que tivesse sido solicitada.

Possui algum conteúdo relacionado ao mergulho e acha que pode ser interessante dividir com outros mergulhadores ?

Envie um conteúdo para a principal revista eletrônica sobre mergulho do Brasil.

Publicidade

Veja também:

Halcyon lança Lanterna Phaser

A Halcyon lançou a lanterna Phaser, que emite um feixe concentrado de 50.000 lux.

Rifaina – Um dos melhores mergulhos em água doce do Brasil

Mergulhos voltados ao recreativo, técnico e até rebreather, podem ser feitos nas maravilhosas águas do Rio Grande, na área de Rifaina.

Tempestade remove desenterra naufrágio nos Estados Unidos

Naufrágio aparece na costa de Nantucket, em Massachusetts; pesquisadores investigam se os fragmentos pertencem ao navio que afundou em 1884.

Navio japonês de 1980 vira recife artificial nas Maldivas

Rede de resorts de luxo transformou antigo cargueiro de atum construído no Japão em um refúgio para dezenas de corais e espécies marinhas.
Saiba quando publicamos

Compartilhe

Publicidade