Sempre bati na tecla com os operadores de mergulho, que sair para mergulhar, não é somente “sair para mergulhar”, e explico.
Quando um mergulhador agenda um mergulho, normalmente ocorre uma interação dele com outras pessoas. O mergulho é uma atividade que permite a criação de novos vínculos, novos círculos de amizades e, coisas do tipo.
O mergulhador sempre vai acabar chamando seus amigos e/ou fazendo novas amizades.

Por se tratar de uma atividade considerada de médio / alto custo, o mergulhador acaba conhecendo pessoas bem relacionadas com o mercado em geral e, quem não gosta de ter bons relacionamentos ?
Ao sair para mergulhar, muitas vezes o mergulhador precisa viajar e, com isso, tem a possibilidade de relaxar, curtir e conhecer muitos destinos onde muitas vezes, nem passava pela cabeça.
Um simples mergulho em Angra dos Reis ou Ubatuba, por exemplo, já permite ao mergulhador ter a chance de admirar e contemplar as belezas naturais da Serra do Mar, o ar puro e o visual de toda aquela mata especial que a nossa costa tem.
Já a navegação pelo mar, normalmente traz uma paz para as pessoas, que acabam curtindo muito esse momentos e, que os residentes nas grandes cidades normalmente acabam não tendo e em alguns casos, nem fazem ideia de como é.
No caso dos residentes na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, pelo fato de ser uma cidade litorânea, ela tem uma vantagem em relação às cidades mais distantes do mar, porque as operações são mais rápidas e permite ao mergulhador ter uma visão por outro ângulo da sua própria cidade. Um visual dentre o qual, não estamos acostumados a ver.
Do mar, enxergamos a orla da cidade, o Pão de Açúcar, o Cristo Redentor, e a formação das montanhas ao fundo, fazendo com que todos fiquem extasiados, tamanha diferença do belo visual que se tem.
Sempre que saio para mergulhar no Rio de Janeiro, durante a navegação, é normal ficar admirando a costa carioca, com seus os quilômetros de praias ao redor da cidade, os pontos turísticos, os antigos fortes do exército, dentre outros locais.
Se você é um operador de mergulho, tenha em mente que uma saída para mergulhar, não é simplesmente o mergulho propriamente dito, mas, vários aspectos que em conjunto com o mergulho, tornam a atividade fantástica e cativante, fazendo com que o mergulhador retorne e queira mais e mais, sair para mergulhar com os amigos.
Então, nada de operações relâmpago, porque isso só afasta os clientes.
Aproveite as operações para sempre comentar e mostrar o que a natureza tem para os mergulhadores em nossa maravilhosa costa brasileira.


Clecio Mayrink
Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.
Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.
Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.



