Maior número de megapixels não significa qualidade

É comum a gente ver pessoas comentando que uma câmera é melhor que outra, simplesmente por ter um maior número em megapixels, o que não é verdade.

Existe um grande marketing por parte dos fabricantes com relação a isso, fazendo com que as pessoas acreditarem que mais e mais megapixels, é possível obter mais qualidade, e câmeras com número de megapixels inferior, estarão sendo colocadas como coisa do passado.

Podemos afirmar claramente, que uma câmera com 8 megapixels por exemplo, pode não possuir uma qualidade tão superior a uma com 5 megapixels.

Para capturar uma imagem, uma câmera digital baseia-se em um sensor, que é um conjunto de fotocélulas que possuem a capacidade de captação de luz. Um sensor de 8 megapixels por exemplo, possui 8 milhões de fotocélulas.

Para ficar mais claro o conceito, imaginemos que um sensor com 5 megapixels tivesse 5cm² de área. Logo, 1 (um) megapixel estaria ocupando 1cm² de área. Se tivermos um sensor com 5cm² de área e 8 milhões de fotocélulas, teríamos que ter um agrupamento de fotocélulas com diâmetros inferiores aos de um sensor com 5 milhões de fotocélulas, para que todas elas possam caber em um mesmo espaço. O problema maior, é que fotocélulas de tamanho inferior captam menos luz e consequentemente piora a relação sinal / ruído.

Até algum tempo atrás, câmeras com 1 ou 2 megapixels possuíam sensores de pequenos tamanhos, e conforme o número de fotocélulas foi aumentando, os sensores tiveram seus tamanhos aumentados, se tornando um problema, pois uma câmera tem suas dimensões máximas. A primeira solução foi diminuir o tamanho das fotocélulas para que coubesse em um determinado espaço limitante, e com isso, o usuário saiu perdendo em qualidade na fotos obtidas com alto número de megapixels.

O que deverá acontecer em um futuro próximo, serão novas soluções para este problema, como novos tipos de sensores e chips. Contudo, tome cuidado para não ser enganado pela quantidade de megapixels que uma câmera oferece.

Pesquise e avalie cada câmera antes de adquirir uma. Uma boa fonte de informação e com a possibilidade de realização de comparações online, é o site Digital Photography Review (DPreview).

Clecio Mayrink

Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.

Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.

Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.

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