Já dizia o lema… segurança a mais, nunca é demais.
O Esse artigo não é sobre mergulho, no entanto, levando em consideração que muitos mergulhadores (principalmente as mulheres) viajam sozinhos, e precisam de mais tranquilidade e segurança em suas viagens, acredito que esse artigo pode ajudar bastante.
De uns tempos pra cá, aumentou muito o número de incidentes em alguns hotéis e pousadas pelo mundo, no que se refere a invasão de quarto enquanto o hóspede sai para turistar.
Em algumas raras situações, alguns meliantes tentaram ou até mesmo chegaram a entrar enquanto os hóspedes se encontravam no quarto, e isso por exemplo, não foi em hotel de baixa categoria não… ocorreu em dois resorts cinco estrelas no Caribe.
Segurança é um aspecto relacionado com o meu trabalho, logo, tudo que é relacionado com a segurança de pessoas, me chama a atenção.
Alguns fatos que andei tomando conhecimento me impressionaram bastante, porque não existia uma estatística amplamente divulgada. Talvez, pelo fato de não existir a Internet anos atrás e redes sociais, muitos fatos andaram surgindo.
Nos últimos tempos, um acessório anda sendo bastante recomendado e comercializado nas lojas on-line, que são as chamadas “travas de portas para viajantes”.
Um pequeno acessório fabricado em metal, que é colocado na fechadura da porta do quarto do hotel ou pousada, impedindo a abertura da porta por quem estiver no lado de fora. Melhor dizendo, não dá pra garantir 100% que a porta não irá abrir, mas pra que isso ocorra a força, o meliante teria que derrubar a porta com os batentes por completo, tornando a coisa todos mais complexa porque faria barulho e chamaria a atenção.
Inicialmente essas trancas começaram a ser utilizadas principalmente por mulheres solteiras, com receio de sofrerem algum tipo de invasão e abusos em seus quartos, no entanto, a comercialização dessas trancas disparou nos últimos anos, principalmente nos sites chineses, como o o AliExpress,por exemplo.
Quando comecei a escutar sobre essas trancas, lembrei de uma situação que passei na Venezuela. Retornando de Isla Margarita, tive que passar uma noite em um hotel próximo ao aeroporto de Caracas, e só quando cheguei lá, tomei conhecimento que a região era de alta periculosidade. Estamos falando de 2008, então, não haviam informações claras na Internet como hoje em dia.
Na ocasião, em plena madrugada, bandidos invadiram o hotel e foram de quarto em quarto para assaltar os hóspedes. No meu caso, percebendo como era a região, deixei uma poltrona bem pesada que se encontrava no quarto atrás da porta, impedindo o movimento da alavanca da fechadura, e isso me excluiu do assalto, porque o assaltante tentou abrir a porta, desistiu e foi para o próximo quarto.
No final, nenhum hóspede dormiu, alguns foram assaltados e a vontade de entrar logo no avião com destino ao Brasil, era maior que a fome que todos estavam passando, porque além do assalto, não havia o que comer.
Com essa péssima lembrança em mente, decidi comprar uma dessas travas para usar em alguma viagem que requeira um pouco mais de atenção com o fator segurança.

Comprando a trava de porta
Decidi por um determinado modelo e fiz a aquisição diretamente no AliExpress, chegando ao meu endereço em apenas 15 dias.
Basicamente é uma peça fabricada em metal. Quanto ao modelo que comprei, não dá pra saber exatamente se é fabricada em ferro ou aço inox, porque ela é jateada na cor preta, mas oferece boa resistência e me custou aproximadamente R$ 30.
Antes de bater a porta, a trava é encaixada no furo por onde entra a lingueta da fechadura, e na sequência, você bate a porta e faz o aperto com a porca borboleta, mantendo a porta na posição de fechada.
Há também um outro modelo metálico em que você simplesmente insere uma pequena placa de metal para colocar a trava funcionando, e pelas características nas imagens dos anúncios, é muito provável que seja fabricada em aço inox, em razão da chapa ser bem fina.
No meu caso, feito o aperto com a porca borboleta, a trava realmente não deixa a porta abrir. Pra que isso ocorra, o assaltante teria que derrubar a porta juntamente com os batentes, o que seria um barulho ensurdecedor e, obviamente, chamaria a atenção. Levando em consideração que normalmente a bandidagem procura entrar nos locais mais fáceis e que requeiram menos tempo para abrir, é menos provável que alguém insistir na abertura da porta e praticar algum tipo de abuso, roubo ou furto.
Minha opinião… é um acessório que vale a pena, principalmente para as mulheres que estejam viajando sozinhas e desejam um pouco mais de segurança enquanto estiverem em seus quartos.


Clecio Mayrink
Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.
Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.
Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.



