Conhecendo e mergulhando na Costa Rica

Há muito tempo eu queria nas águas da Costa Rica, então, surgiu uma oportunidade boa de conhecer a região.

A Costa Rica, excluindo as Cocos Islands, são quilômetros de litoral. Limitada de um lado pelo Mar do Caribe (muito pouco desenvolvido para o turismo de mergulho) e do outro pelo Oceano Pacífico, com rica e selvagem flora e fauna, é a melhor parte do mergulho por lá.

Se você costuma ouvir sobre mergulhos fabulosos nas Ilhas Cocos, eles são acessíveis através de liveabord. Poucas informações estão disponíveis sobre mergulhos ao longo da costa da Costa Rica. Existem alguns centros de mergulho e provavelmente pontos interessantes espalhados nas águas de Guanacaste.

Então decidi pegar o avião no final de março e fui sem ter nada reservado. Nada planejado, apenas um carro alugado e uma única área para explorar: o Guanacaste de Tamarindo até a fronteira com a Nicarágua. O Guanacaste parecia ser a única área área interessante para mergulhar no Oceano Pacífico, pela Costa Rica.

Sem conhecer o país e sem ter ideia dos diferentes lugares de Guanacaste, decidi ir para o norte até a fronteira com a Nicarágua para a Diving Costa Rica. Porque eu realmente queria explorar a região de La Cruz e a baía de Salinas, onde vi relatos sobre alguns pontos de mergulho no mapa.

Dirigi até Guanacaste pela Highway 1. A famosa Transamerican, e encontrei os primeiros caminhões enormes que viajam em ambas as direções continuamente. Ao nosso redor, a natureza é queimada pelo sol.

 

Foto: Ricardo Santos

 

Norte de Guanacaste

Minha primeira parada foi no Cabanas Canas Castilla, com a natureza costarriquenha fabulosa. Pude definitivamente dizer que o lugar é incrível. Hectares de natureza preservada, mantida e demarcada, permitindo longas caminhadas para descobrir macacos congo e macacos-prego passando ao redor. Perdido na multidão de canções de pássaros, lagartos, borboletas. O crocodilo, incansavelmente chega de manhã em sua pedra para se aquecer até o pôr do sol.

O lugar era administrado por um casal de suíços que está na Costa Rica há mais de 20 anos, descansei nessa maravilhosa floresta seca em vez de ir para um lugar onde seria possível mergulhar.

Fui até a Baía de Salinas, que é um ponto de encontro para kitesurfistas. Este lugar definitivamente vale a pena uma visita, mas não é o melhor lugar para mergulho. Nas baías, os surfistas se dedicam à sua paixão e os pelicanos se divertem cutucando as cabeças na água de forma sincronizada.

À distância, um vulcão nos observa, então, decidi fazer a próxima parada nas montanhas.

 

Foto: Ricardo Santos

 

Indo até as motanhas

No dia seguinte, segui em direção ao vulcão Orosi em Rincon de la Vieja. Encontrei um quarto no Buena Vista Lodge, um tipo de hotel que oferece várias atividades. Decidi testar o Diving Costa Rica e agora, começando as atividades um tanto surpreendentes. Se as pontes de macacos no meio da natureza rangem sob nossos pés, as fontes termais (muito quentes) são um verdadeiro deleite depois dos banhos de lama.

Normalmente minhas férias são dedicadas ao mergulho, mas decidi conhecer a atmosfera muito diferente da Costa Rica.

 

Área de Tamarindo em Playa del Coco

Um dia depois, após um farto café da manhã (o famoso Gallo Pinto), segui para Playa Grande (porque não queria entrar em Tamarindo) e me refugiei em uma cabana absolutamente atípica.

O El Oasis Hotel, como o nome sugere, é um verdadeiro refúgio de paz, com tudo limpo e organizado, tendo a preocupação com a harmonia. A decoração é fabulosa e convida ao relaxamento e à tranquilidade. Do outro lado da cerca, macacos congos surgem gritando para dar as boas-vindas.

Decidi conhecer as enormes praias dos arredores, incluindo Playa Grande, que recebe as tartarugas de couro, as maiores do mundo, durante a temporada de desova, e depois, realizar um passeio nos manguezais.

Só no quinto dia, finalmente descobriria os mergulhos na Costa Rica.

Acabei saindo pela Seahorse Diving, saindo às 9h para fazer dois mergulhos nas Ilhas Catalinas, distantes meia hora de barco, que por sinal, era  confortável e rápido. A primeira impressão, era de uma água quente, 27°C e visibilidade relativamente boa. Descendo mais, a água ficou turva, a visibilidade diminuiu, e uma corrente mais forte, com a temperatura despencando para os 19°C.

Durante o primeiro mergulho, avistei uma luta de arraias. Acreditava que as arraias eram bastante calmas e pacíficas, mas o ataque de uma grande arraia sobre outra, realmente me surpreendeu.

Durante o mergulho, avistei alguns tubarões de recife passando ao redor, no meio da fauna típica do Oceano Pacífico e peixes de todas as cores, e finalizando o mergulho, pelo menos umas seis arraias mantas nadavam a dois metros de mim.

No segundo mergulho em uma parede, encontrarei na verdade um muro de peixes. Já estava impressionado com a fauna do local, onde vi muitos cardumes de peixes cirurgião, tubarões e arraias. Definitivamente, vale muito à pena.

Na minha opinião, gostei bastante dos mergulhos por lá, mas acho que não deve ser uma viagem exclusiva para mergulho, por causa da incerteza quanto a visibilidade, temperatura, e possibilidade de encontros, e digo isso, com base em alguns depoimentos que escutei.

Ficaram como locais favoritos em Guanacaste, que fica na fronteira com a Nicarágua, os vulcões, Playa Grande e Playa Conchal, por outro lado, a famosa Playa del Coco oferece muito pouco interesse e acabei indo embora o mais rápido possível.

Guanacaste é um destino maravilhoso, seco e ensolarado. Esta região combina de um lado a descoberta da natureza costarriquenha e uma rica flora e fauna terrestre, e do outro, a exploração de fundos marinhos selvagens reservando boas surpresas.

É um bom destino para viajar com pessoas que não são mergulhadoras.

 

Foto: Ricardo Santos

 

Pontos importantes

  • Os mergulhos são caros (muito caros), apesar dos pontos de mergulho serem relativamente próximos da costa.
  • As condições de mergulho nem sempre são ideais: muitas vezes a visibilidade é mediana ou muito baixa.
  • Correntes frias
  • A alternância de momentos: é importante saber o que você quer ver no mergulho porque cada período oferece suas particularidades. As arraias mantas, tubarões, tartarugas, não estão presentes em todos os momentos, sendo importante saber a melhor época para mergulhar na Costa Rica antes de ir para lá.
  • Boa riqueza de vida subaquática típica da costa oceânica.
  • Você acaba tendo a sensação de estar em um ambiente selvagem e preservado.
  • Oportunidade de ver peixes grandes

Voltaria a Costa Rica ?

Sim, se surgir uma nova oportunidade, porém lá não é meu destino de mergulho favorito.

 

Foto: Ricardo Santos

Ricardo Santos

É diretor de uma multinacional no Brasil e mergulhador desde 1995.

Mergulhador Técnico Trimix e de Caverna, tendo visitado inúmeros países do mundo ao longo dos anos. Durante alguns anos residiu nos Estados Unidos e Europa, o que possibilitou viajar e conhecer inúmeros destinos.

Com fluência em cinco línguas distintas, isso ampliou as possibilidades no conhecimento das diferentes culturas e aspectos dos países que conheceu.

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