Cinco dragas instaladas no Rio Parnaíba foram interditadas por equipes de fiscalização do Ministério do Trabalho (MTE) e do Ministério Público do Trabalho (MPT-PI), nas cidades de Luzilândia e Joca Marques.
Segundo o auditor fiscal Robson Waldeck, do Ministério do Trabalho, os trabalhadores estavam expostos a acidentes. Não havia equipamento de Proteção Individual (EPI) e nem passaram por treinamentos para exercerem as funções nas dragas.
Os trabalhadores atuavam como mergulhadores e estavam utilizando mangueiras comuns de borracha, no ligar de mangueiras apropriadas para a transferência de ar comprimido respirável. Além disso, estavam executando os trabalhos sem equipamentos apropriados, usando roupas comuns e com a mangueira presa entre os dentes. A situação foi encontrada em todas as cinco dragas.
Pra piorar, o compressor de ar comprimido estava conectado a um sistema do motor da draga, responsável pela sucção para extração de areia, e com isso, havia o risco dos mergulhadores aspirarem gases da descarga do motor e serem intoxicados.
Segundo o procurador do trabalho Edno Moura, do MPT-PI, os trabalhadores mergulhavam a profundidades de até 10 metros para mover peças das dragas no leito do rio com águas turvas.
As dragas não possuíam coletes salva-vidas em número suficiente, os motores estavam abertos, com eixos de rotação expostos e deixando cair óleo no rio. A Marinha do Brasil acompanhou a fiscalização e descobriu que as dragas se quer tinham registro, bem com os trabalhadores possuíam qualquer registro de trabalho.
Para voltar a funcionar, os donos das dragas terão que regularizar todos os problemas identificados, além de pagar as multas e assinar um Termo de Ajuste de Conduta.
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