Quando você estiver em uma emergência enquanto embarcado, você e a tripulação não podem desperdiçar momentos preciosos procurando por equipamentos de segurança. Seja em uma embarcação comum de operação ou em um liveaboard, alguns itens de segurança devem estar prontamente disponíveis.
Vejamos alguns dos itens mais importantes a serem observados logo após o embarque:
Kit de Primeiros Socorros
Cortes e arranhões são comuns no mergulho recreativo. Bandagens adequadas são necessárias para estancar sangramentos, e a possibilidade de infecção é sempre alta perto da água do mar.
É importante ter os itens apropriados para manter os ferimentos limpos e secos.
Kit de Oxigênio
Você deve pedir para inspecionar o kit de oxigênio. Todos os componentes devem estar lá e funcionando.
Uma mangueira faltando ou uma máscara com defeito tornam o kit quase inútil. Verifique se o cilindro está cheio.
Equipamento de Comunicação
Um rádio simples pode funcionar, mas se você estiver longe da costa, pergunte como a tripulação se comunica com o escritório principal.
Coletes Salva-vidas
O barco deve ter pelo menos um colete salva-vidas acessível para cada pessoa no barco. Certifique-se de saber onde está o seu.
Equipamentos de combate a incêndio
Extintores de incêndio devem estar disponíveis em todo o barco. Certifique-se de saber onde eles estão e como usá-los.
Alarmes
Certifique-se de saber a diferença entre os alarmes. Sua resposta a um alarme de evacuação é muito diferente de um alarme de pessoa ao mar.
Planos de Ação de Emergência
Peça para ver os alarmes e se a tripulação tem treinado regular com eles. Deve haver um plano escrito para cada emergência possível, como incêndio, abandono de navio, pessoa ao mar e mergulhador desaparecido.
Certifique-se de que você possa executar sua parte para que possa ajudar em vez de atrapalhar.
Este equipamento é útil somente se a equipe souber como usá-lo em uma emergência.
Pergunte se a equipe é devidamente treinada e certificada em resposta a primeiros socorros, uso de desfibriladores externos automáticos, administração de oxigênio, comunicações de emergência e equipamentos de combate a incêndio.
Eles devem ser capazes de lhe contar sobre treinamento regular e práticas para todos os tipos de situações de emergência.
Essas medidas podem não evitar um incidente ou emergência, mas podem alterar sua gravidade.

Clecio Mayrink
Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.
Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.
Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.



