Uma expedição realizada por pesquisadores da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) confirmou a presença do peixe-leão, espécie invasora e altamente predatória, no Parque Estadual Marinho do Parcel de Manuel Luís, a cerca de 180 km da costa de São Luís.
O registro levanta preocupações sobre os impactos ambientais na região e o risco de expansão da espécie para o litoral maranhense.
O peixe-leão, originário do Oceano Pacífico, não possui predadores naturais no Brasil e pode comprometer o equilíbrio ecológico de ecossistemas marinhos ao se alimentar de espécies nativas e se reproduzir em ritmo acelerado.
Estima-se que o animal consiga colocar até 30 mil ovos de uma só vez e consumir até 20 peixes em apenas 30 minutos. Segundo o oceanógrafo Marcelo Henrique Lopes Silva, que participou da missão, a chegada do peixe-leão ao Parcel é um sinal de alerta.
A expedição de quatro dias, contou com apoio logístico de um navio da UFMA.
Os pesquisadores coletaram amostras de água em diferentes profundidades para análise físico-química, com foco em entender as correntes marinhas e os processos oceanográficos da região. A área do Parcel de Manuel Luís é considerada estratégica por estar inserida na margem equatorial brasileira – rota de grande interesse científico e ecológico.
Riscos ambientais e humanos
Além dos danos ecológicos, o peixe-leão também representa risco à saúde humana. A espécie possui 18 espinhos venenosos e pode causar reações como dor intensa, febre, náuseas e até convulsões em casos mais graves.
O animal costuma habitar águas profundas, mas já há registros de sua migração para áreas rasas. Em caso de ferimento, especialistas recomendam lavar a área atingida com água quente e procurar atendimento médico imediato.
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