Quando falamos em equipamento básico, falamos sobre máscara, snorkel, nadadeiras e cinto de lastro.
A máscara é o equipamento mais importante, pois é através dela conseguimos visualizar o ambiente aquático. Ela deve permitir que você tenha um bom ângulo de visão e boa fixação ao rosto, para que se obtenha uma perfeita vedação. No passado, as máscaras eram fabricadas em borracha, hoje, em silicone, devido à durabilidade e ao melhor ajuste ao rosto do mergulhador.
Existem dezenas de modelos no mercado e você deve preferir um modelo que não tenha um grande volume interno, isto é, o espaço de ar em seu interior.

Máscara
Grandes máscaras são desaconselháveis, pois exigirá maior exalação de ar no interior da mesma para manter o que chamamos de equilíbrio hidrostático, para que não ocorra o chamado barotrauma facial.
Uma boa máscara deve possuir fácil regulagem de tira, para que você possa ajustá-la tanto fora, quanto dentro d’água. E antes de adquirir uma máscara, faça o teste de vedação.
Coloque a máscara em seu rosto e sem passar a tira por trás da cabeça, inspire pelo nariz e vire-a para baixo, pondo uma das mão abaixo de sua visão, para o caso dela cair. Permanecendo em seu rosto por alguns instantes, concluímos que a vedação está perfeita e você poderá utilizá-la sem problemas. Se ela cair, é porque existe alguma passagem de ar para o interior da máscara e se você mergulhar com ela, haverá entrada de água.
Para quem possui problemas visuais, as máscaras com duas lentes podem ter sua lentes trocadas por lentes de correção visual, o que ajuda muito a visão do mergulhador.
Existem algumas óticas no Brasil que fazem a lente focais para máscaras de mergulho.

Snorkel
Este equipamento tem a simples função de permitir o mergulhador respirar enquanto estiver na superfície e com a cabeça para baixo, permitindo o mergulhador olhar para o fundo, com a cabeça descansada e respirando o ar externo normalmente. Alguns modelos de snorkel possuem uma válvula de exaustão, o que facilita a expulsão da água pelo mergulhador ao retornar à superfície após uma breve imersão.
Cinto de Lastro
O cinto tem a função de ajudar no equilíbrio da flutuabilidade do corpo humano e a roupa de mergulho. Ele pode ser fabricado em nylon ou borracha, sendo mais indicado o primeiro modelo.
Normalmente a fivela é feita em aço inox (mais resistente e confiável), também podendo ser de plástico. Quando for adquirir um cinto, verifique quanto à sua firmeza e encaixe do pino que segura a fivela, pois alguns modelos não são confiáveis, podendo deixar a fivela se soltar de sua base. Imagine se isso ocorrer durante o mergulho e o seu cinto abrir ?

Procure por um modelo que tenha a trava rebitada. Evite cintos que utilizem lastros com sistemas de engate rápido. Não são confiáveis e em alguns casos, o mergulhador pode vir a perder o o cinto ou peças de lastro durante o mergulho.
Quanto as pastilhas de chumbo, dê preferência aos modelos emborrachados, que nada mais são, do que o próprio chumbo envolvido com uma camada de borracha protetora. Além de protegerem as pastilhas de chumbo contra impactos, não machuca ou marca a pele do mergulhador, por não estar em contato diretamente com o chumbo. Além disso, facilita o reconhecimento do equipamento no barco.

Clecio Mayrink
Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.
Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.
Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.



