Como sempre digo, com o passar dos tempos, acabamos descobrindo boas dicas que alguns mergulhadores que acabam surgindo com idéias, que de alguma forma, traz algum tipo de benefício aos mergulhadores. E como sempre, gosto de repassar esse tipo de informação, para benefício de todos.
Lá estava eu na Mina de Mariana, em Minas Gerais, para alguns dias de mergulho na já famosa mina alagada, quando percebo um estranho objeto atrelado à válvula de alguns cilindros de mergulho.

Ao verificar de perto, pude constatar que se tratava de uma proteção na manopla da válvula, cujo objetivo, é tentar evitar que o cilindro venha perder o gás durante o seu transporte na caçamba das pickups.
Essa perda de gás pode ocorrer através do atrito da manopla com algum outro objeto, em virtude da trepidação da caçamba do veículo durante o transporte. Se a manopla desrosquear um pouco, poderá abrir o suficiente para facilitar a saída do gás durante o transporte.
Agora imagine você ter viajado quilômetros e mais quilômetros, e descobrir que a sua dupla de cilindros com Trimix, acabou sendo esvaziada durante o transporte ?
Fora o prejuízo pela perda do gás, existe a possibilidade disso ocorrer em algum destino remoto, onde pode ser complicado encontrar uma operadora para a recarga. Daí, é sentar e chorar literalmente.

Uma solução
A solução encontrada, é a colocação de um pequeno pedaço de cano PVC rígido ao redor da manopla, deixando que ele fique preso à válvula através de um pedaço de cabo elástico de nylon, que permitirá a sua colocação e remoção.
O melhor PVC para isso, é o cano de PVC marrom, que é utilizado para a passagem de água sobre pressão, fabricado com paredes mais rígidas.

O cano de PVC branco é utilizado para esgoto, e como não existe pressão, pois o fluxo de água se dá pela inclinação do cano, suas paredes são mais finas, não sendo uma boa opção na construção deste acessório.
É uma dica simples, porém, que pode ajudar muito, principalmente aos aqueles que acabam viajando bastante e transportando seus cilindros de mergulho em veículos.

Clecio Mayrink
Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.
Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.
Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.



