Naufrágio Marajó

Data: 1893

GPS

Localização: Baía de Guanabara, em frente à ilha de Mocanguê.

Profundidade (m)

Visibilidade (m):

Motivo: Revolta Armada

Estado: Desmantelado

Carga: Material Bélico

Tipo: Canhoneira da classe E com casco de ferro e madeira

Nacionalidade: Brasil

Dimensões (m): 43.34 / 39.65 / 9.71

Deslocamento (t): 440

Armador: Marinha do Brasil

Estaleiro: Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro

Propulsão: Motor com 400HP

Fabricação: 24/10/1885

Notas: Construída no Arsenal de Marinha do Rio de janeiro, sob o risco do Engenheiro Naval João Cândido Brasil, em 1884.

Seu casco era do sistema compósito, isto é, de ferro e madeira.

Atingia a velocidade de 10 milhas. Artilhada com duas peças de 15cm e duas de 37mm, um tubo lança-torpedo, e duas metralhadoras.

Assumiu seu comando o Capitão-Tenente A. de Alencastro Graça. Tomou o nome da maior ilha brasileira, situada na foz do Amazonas. É vocábulo tupi-guarani, vem de Mbaraio que significa arrancada do mar, antepara do mar. O navio, de conformidade com a Ordem-do-Dia no 89 de 27 de novembro de 1885, teve fixada sua dotação em 89 praças. Foi-lhe dado distintivo no 27, de conformidade com a Ordem-do-Dia no 1, de 5 de janeiro de 1886.

Fez uma comissão a Bahia. De regresso, foi, a 15 de dezembro de 87, com o Almirante Teffé a bordo, sondar o banco chamado Marajó, nos Abrolhos. Em 1891 encontrava-se no Rio Grande do Sul. Em 1892, ao rebentar a revolução federalista naquele Estado, encontrava-se em Porto Alegre, sob o comando do Primeiro-Tenente Cândido dos Santos Lara. A seu bordo recolheu-se o General Barreto Leite, para, a 8 de fevereiro, instalar, no Palácio da Cidade, o Governo.

A 13 de maio, foram recolhidos presos a seu bordo vários oficiais. A 19, refugia-se a seu bordo o Governador rebelde Barros Cassal. A 22, a Marajó desfralda a bandeira vermelha, firmada com três tiros de peça, e abre fogo contra a cidade. A 23 suspendeu, e, passados dias, fundeou no Rio Grande. Teve, entre outros, os seguintes comandantes: Juvêncio Nogueira de Moraes, H. Pinheiro Guedes, Gustavo Garnier (várias vezes), A. Lins Cavalcanti de Oliveira, Francisco dos Santos Matta, A. Soares Dutra, Pereira e Souza, Cadaval, etc.

No ano de 1893, ao rebentar a revolução da Armada, encontrava-se no Rio, carecendo de reparos. Foi durante pouco tempo aproveitada pelos insurgentes que, afinal, a abandonaram. Foi incendida pelos governistas e acabou sobre um banco, em frente ao Mocanguê.

Fonte: Marinha do Brasil

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