No último dia 23 de setembro, foi encontrado a 12m de profundidade dos recifes do santuário de Bauan, nas Filipinas, um coral com a escrita “Charlie 2018”, feita por algum mergulhador (provavelmente o idiota chama-se Charlie) que passou pelo local e resolveu deixar sua marca.
Os profissionais do mergulho trabalham duro há anos na tentativa de conservar os corais da região, e infelizmente se depararam com essa marca recentemente.
Acredita-se que isso tenha ocorrido entre 22 ou 23 de setembro e foi aberta uma investigação para tentar identificar o autor da escrita.
Em 2017 um mergulhador brasileiro deixou um sinalizador preso pelo cabo de uma spool nos corais de Bonaire. Leia a notícia aqui.
Vale lembrar que os corais levam centenas de anos para crescerem, e no caso da besta do Charlie, serão muitos outros anos para que o coral se recupere do dano causado por ele.

Clecio Mayrink
Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.
Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.
Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.



