Naufrágio Ais Giorgis

Data: 08/01/1974

GPS: 23º 56,531′ S / 46º 18.655′ W (Localização anterior)

Localização: Estuário de Santos

Profundidade (m): 0

Visibilidade (m): 0

Motivo: Incêndio

Estado: Desmantelado

Carga: Caixas, sacos e tambores, com leite em pó, óleo de pinho, resina, champanha e vários produtos químicos, entre eles o nitrato de sódio.

Tipo: Cargueiro de aço

Nacionalidade: Grécia

Dimensões (m): 138.7 – 17.7 – 11.6

Deslocamento (t): 7.860

Armador: Cia De Nav. Pirinis

Anterior: ArAngfartygs A/B Tirfing – MV Kronoland – 1950 – 1965

Estaleiro: Eriksberg Mekaniske Verkstad A/B – Eriksberg Varv, Göteborg (Gothenburg)

Propulsão: Diesel – 5.400 HP

Fabricação: 1951

Notas: O cargueiro começou a descarga em 30 de dezembro de 1973.

Na noite desse dia um vagão de trem ao lado do navio se incendiou, aqueceu seu casco e fez o fogo se alastrar pelos porões.

Os bombeiros rebocaram o navio para o meio do canal onde encalhou e queimou por várias horas deixando-o em parte submerso.

Em 08/07/1979 uma tempestade faz o navio se soltar de suas amarras e este encalha e submerge em posição que ameaça a navegação.

Anos mais tarde são montadas algumas operações para remoção de destroços mas em nenhuma destas a retirada foi completa.

 

Notícia publicada no site G1 em 02/11/2012

A quinta parte do casco do navio Ais Giorgis foi retirado do estuário de Santos, no litoral de São Paulo. Os trabalhos de retirada desta peça, a última com componentes da casa de máquinas, foram concluídos na quarta-feira (31/10/2012).

Ainda de acordo com a Companhia Docas do Estado de São Paulo, os serviços para remoção dos destroços do Ais Giorgis foram iniciados em outubro de 2011. O fragmento é a quinta peça a ser removida do casco do navio, que foi cortado para que um guindaste pudesse retirar cada pedaço. A última parte que foi retirada pesa cerca de 185 toneladas e tem 18 metros de comprimento e 5,5 metros de largura. A remoção durou 4h e o fragmento foi colocada no cais do armazém 8, onde ficará até destinação apropriada.

Segundo a Codesp, a remoção da embarcação naufragada é fundamental para o término da dragagem de aprofundamento e alargamento do canal de navegação do Porto de Santos, empreendida pela Secretaria de Portos (SEP), com recursos do Governo Federal.

 

Galeria de Imagens:

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