Um mergulhador turco encontrou restos antigos de um porto do mar Egeu, que remonta ao século 4aC. Para isso, ele estava usando simplesmente uma máscara Full Face da Decathlon.
Denem Orhun, de 39 anos, trabalha como desenvolvedor de software na editora de música TuneCore em Nova York, mas no verão de 2020 retornou ao seu país natal para passar férias com a família de sua esposa na província de Izmir.
Ele resolveu mergulhar próximo da costa, ao norte da cidade de Dikili, localizada em frente para a ilha grega de Lesvos. Segundo ele, o local é bem raso, possiu alguns recifes e cheio de “vida selvagem”. Durante o mergulho, ele notou o que parecia ser restos de colunas, e como sua mãe era arqueóloga, acbaou se interessanto pelo assunto desde a infância e decidiu investigar mais o local.
Mais tarde, ele voltou com um drone para capturar imagens aéreas do local, observando os restos que pareciam ter sido construídos de acordo com o que ele descreveu como um “plano de basílica”. Orhun mostrou sua descoberta aos arqueólogos da Universidade Celal Bayar que estavam escavando a antiga cidade de Pérgamo, a cerca de 40 km de Dikili.
Especialistas trazidos pelo Ministério da Cultura e Turismo da Turquia realizaram sua própria pesquisa de um ano, e agora, declararam que o que Orhun encontrou é o píer de três seções de um antigo porto e servira a cidade-estado grega de Atarneus ou Atama.
A entrada do porto situa-se a nascente do terreno, que se desenvolve num eixo este-oeste e é constituído por um pórtico com colunas tripartidas e uma abside em mar aberto.

Histórico
No século 4 aC Atarneus floresceu como a sede do governo do tirano grego Hérmias, e a cidade também foi associada ao filósofo Aristóteles, que era genro de Hérmias.
Atarneus foi abandonada por seus habitantes no século I aC, possivelmente por causa de uma epidemia, mas acredita-se que seu porto tenha permanecido em uso até o período otomano, que começou por volta de 1300 dC.
No entanto, em algum momento, o movimento tectônico fez com que as estruturas caíssem no mar e o porto fosse esquecido.
O local foi declarado área protegida de primeiro grau pelo Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural de Izmir.
“Estou feliz por ter cumprido meu dever como cidadão”, disse Orhun.
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