Barreiras de campo magnético detêm 100% dos tubarões

Uma invenção sul-africana está sendo testada nas Ilhas Reunião, com intuito de proteger os frequentadores das praias e sem matar tubarões e outras espécies marinhas.

A barreira SharkSafe é fabricada com tubos contendo imãs com intuito deter os tubarões sem prejudicá-los, e mantê-los distantes dos seres humanos.

Os tubarões são capazes de detectar campos magnéticos graças as “Ampolas de Lorenzini” em suas cabeças. Essas “ampolas” constituem uma rede altamente sensível com pequenos poros preenchidos com geleia e que permitem que os tubarões percebam mudanças eletromagnéticas.

Nas águas ao longo de Gansbaai, foi colocada uma rede dessas para testes. “Em todos os anos de experiência, eles nunca cruzaram a barreira”, diz Sara Andreotti, uma das inventoras do projeto. Ela foi eficaz com os grandes tubarões brancos, tubarões-touro e tubarões-martelo

A barreira SharkSafe foi projetada na Universidade de Stellenbosch, com um investimento da Agência de Inovação Tecnológica.

A instalação desse tipo de barreira nas Ilhas Reunião foi a primeira fora das águas sul-africanas e visa diminuir a possibilidade de ataques, tendo em vista que houve um aumento de ataques de tubarão nos últimos anos. De 2007 a 2016, a ilha teve sete ataques fatais (e 14 não fatais); enquanto a África do Sul sofreu 13 ataques fatais e 28 não fatais, de acordo com o International Shark Attack File.

A maioria das iniciativas de segurança de tubarões envolve redes ou linhas com anzóis e isca. “Entre 2011 e 2016, houve 491 ataques de tubarões registrados em todo o mundo, dos quais 43 provaram ser fatais”, disse Andreotti. “Nos últimos 20 anos, no entanto, quase 4.000 são criaturas que estão em redes de tubarões nas praias de New South Wales, na Austrália.”

A pesquisa sobre a grande população de tubarões brancos da África do Sul – pesquisada por Andreotti como parte de seu doutorado na Universidade de Stellenbosch – descobriu que a população tem uma diversidade genética particularmente baixa. A diversidade genética é importante porque indica a resiliência de uma população: se houver uma mudança ambiental ou se uma doença varrer a população, será mais provável que ela sobreviva se houver maior diversidade genética.

Quanto mais tubarões morrem em redes, mais diluída fica essa diversidade.

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