Caixa para Lavagem de Equipamentos

Lavar os equipamentos de mergulho é tarefa obrigatória para o mergulhador.

Tal procedimento além de ampliar a durabilidade dos equipamentos, reduz consideravelmente as chances quanto ao surgimento de problemas na hora de mergulhar.

Principalmente quando falamos em mergulhos em água salgada, pois o sal é um fator negativo para a durabilidade dos equipamentos de mergulho por uma série de aspectos, desde a criação de oxidação a micro rachaduras em borrachas de vedação (o-rings), que podem permitir, por exemplo, o alagamento de caixas estanques e mau funcionamento de reguladores.

Algum tempo atrás escrevi um artigo comentando sobre o uso de caixas plásticas facilmente encontradas em lojas especializadas, mas hoje, falarei sobre um pequeno sistema que facilita a lavagem dos equipamentos.

Se você é do tipo que lava seu próprio equipamento e faz uma verificação rápida antes de guardá-los, sabe que enxaguar os equipamentos de mergulho acaba sempre molhando ao redor, o que não é nada agradável.

 

Bomba de exaustão fixada na caixa de lavagem – Foto: Clécio Mayrink

 

Caixa Plástica adaptada

Após a mudança de residência, deixei um quarto de funcionário destinado para meus equipamentos de mergulho, colocando uma prateleira a 45cm de altura, que me permite armazenar minhas cases da Pelican logo abaixo.

Como a decisão de tornar este quarto para os equipamentos foi tomada após a realização das obras e não tinha mais a possibilidade de mexer na hidráulica do apartamento, surgiu um problema: Como levar a água para a caixa e remover a água “suja” e salgada para um ralo de esgoto ?

Transferir a água para a caixa foi simples, bastando conectar uma mangueira na torneira do tanque da lavanderia, e transferindo a água para a caixa com facilidade, mas ainda assim, tinha o problema de exalar toda essa água após a lavagem dos equipamentos.

Decidi então colocar uma torneira diretamente na lateral da caixa, não resolveu o problema, pois a água saía sem pressão, levando horas para tirar toda a água em direção ao ralo.

 

Foto: Divulgação

 

Bomba de Exaustão

Surgiu então, a ideia de colocar uma pequena bomba (Bomba Sapo) para exaurir essa água em direção ao ralo. Buscando no AliExpress, encontrei uma pequena bomba de exaustão e fiz o pedido. Com ela em mãos após alguns dias, foi feito um buraco diretamente na caixa e a pequena bomba de exaustão foi fixada com um conector com rosca hidráulica, encontrado normalmente em casas com acessórios de hidráulica e adicionada uma cola PU ao redor, para evitar possíveis vazamentos. Silicone não serve, pois não suporta pressão e sai com facilidade.

Removi então, o excesso desse conector até quase a rosca, diminuindo o nível mínimo de captação da água na caixa, conseguindo exalar assim, quase toda a água.

Na outra ponta da saída da bomba de exaustão, foi colocado um conector do tipo rápido, permitindo conectar a mangueira. A transferência da água da torneira para a caixa passa pela própria bomba, mas na hora de exalar, a ponta da mangueira que estava ligada na torneira que fornece a água, precisa ser desconectada e levada sua ponta para o ralo.

Como a bomba de exaustão necessita de uma pequena fonte de energia (12v), ela só é ligada na hora da remoção da água da caixa, sendo possível retirar toda a água em poucos minutos.

 

Mangueira conectada na bomba de exaustão – Foto: Clécio Mayrink

 

Após a lavagem dos equipamentos que ficaram de molho, a roupa de mergulho, colete e outros itens são pendurados com o uso de cabides de mergulho em uma barra de ferro fixada nas paredes laterais com o uso de duas flanges rosqueadas e aparafusadas com 4 buchas de expansão, gerando uma grande fixação na parede, e suportando o grande peso dos equipamentos molhados (pingando acima da caixa plástica) como também, dos outros que estão secos.

Feito isso, agora é só esperar que o próprio tempo faça o seu trabalho de secá-los.

Clecio Mayrink

Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.

Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.

Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.

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