Durante algum tempo, os capacetes de mergulho eram mal vistos pela comunidade do mergulho em caverna, pois os mais experientes viam a utilização deles como um indicador de falta de confiança e habilidade no controle de flutuabilidade.
Com o tempo essa visão mudou e hoje é muito comum encontrar mergulhadores usando os capacetes como forma de proteção.
Até algum tempo atrás, a maioria das pessoas que usavam o capacete de mergulho eram os mergulhadores que desciam usando scooter subaquáticos, pois o capacete protegia a cabeça contra um possível impacto na caverna, em razão da grande velocidade que os scooters na água.
Esses impactos são realmente perigosos e podem deixar o mergulhador desacordado e com grandes ferimentos.

Com o aumento do número de mergulhadores de caverna, aumentou também o uso de capacetes de mergulho, e tudo indica que esse crescimento está ligado diretamente aos praticantes da especialidade sidemount em caverna, que por adentrarem nas cavernas passando por restrições bem apertadas, o uso do capacete se tornou mais do que essencial.
Algumas pessoas chegam a usar o capacete de skate e bicicleta no lugar do capacete de mergulho, que é especialmente projetado para a atividade do mergulho em caverna, contudo, não é recomendável a utilização de capacetes comuns, pois há grandes diferenças entre eles e elas podem interferir no desempenho do mergulhador, além de não fornecer a proteção adequada.
Capacetes comuns flutuam, não se encaixam bem e ficam desajustados durante o mergulho.
Você pode ver uma análise completa clicando aqui, e saber as principais diferenças entre eles.
Se você pretende mergulhar em caverna ou realizar penetração em naufrágios, o uso de um capacete de mergulho é mais do que recomendável e você deve investir em um modelo voltado para a atividade de mergulho, lembrando que “proteção a mais, nunca é demais”.

Clecio Mayrink
Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.
Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.
Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.



