Cilindros de Mergulho: Marcação errada pode condená-lo

Todo mundo sabe que os cilindros de mergulho possuem alguns números na parte superior. Esses números tem como objetivo dar algumas informações técnicas como:

  • Data de fabricação
  • Número de série
  • Pressão de trabalho
  • Se é um cilindro de aço ou alumínio
  • Nome do fabricante
  • Data do último teste hidrostático
  • Além das informações acima, dependendo do fabricante, poderá haver informações adicionais.

Até aí tudo bem, nada fora do normal, mas quando falamos em teste hidrostático, surge um problema que poucas pessoas sabem e que dependendo da situação, poderá condenar o cilindro de mergulho ou até colocar as pessoas sob risco.

 

Diferença das espessuras do topo com a lateral

 

A marcação errada que pode condenar

Quando um teste hidrostático é realizado em um cilindro de mergulho, a empresa responsável pelo teste adiciona uma marcação no cilindro informando o mês e ano em que o teste foi realizado.

Esta informação servirá para que as operadoras possam saber quando foi realizado o último teste, e se o mesmo está dentro do prazo de validade.

Alguns técnicos em manutenção de equipamentos no Brasil notaram o surgimento de cilindros com esta marcação, mas com a data marcada em uma área imprópria do cilindro.

Normalmente a marcação e feita no topo e antes da última linha de informações do fabricante, pois a espessura da parede do cilindro nesta área do topo é muito maior que as laterais.

Ao marcar na parede lateral, que é mais fina, a marcação poderá criar micro fissuras, possibilitando um rompimento do cilindro, e consequentemente, graves acidentes para quem estiver por perto.

Segundo a Luxfer, a maior fabricante de cilindros de mergulho do mundo, é permanentemente proibida a marcação abaixo da última linha de informações, e caso isso ocorra, o descarte do cilindro deve ser realizado afim de, evitar a possibilidade de acidentes.

Portando, fique atento ao receber um cilindro com teste recém realizado, para ter a certeza de que a data do último teste fora realizada na área correta de marcação.

 

Colaboração: Miguel Lopes

Clecio Mayrink

Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.

Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.

Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.

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