A Shearwater lançou algum tempo atrás o computador Perdix, que por sinal, utiliza bateria do tipo AA de 1.5v, mas sabemos que existem variados tipos de baterias AA no mercado e muitos questionam qual delas seria a melhor opção.

Segundo a própria Shearwater, a pilha alcalina do tipo Duracell é a melhor opção.

  • Baixo custo;
  • Disponível em qualquer lugar;
  • Confiável;
  • 45h de uso no mergulho;
  • Permite ao Perdix a indicação precisa da quantidade de energia restante.

A única atenção que o mergulhador deve ter ao utilizar a bateria alcalina, é que ela é propensa a vazamento, especialmente quando completamente descarregada, e por isso, não é recomendável deixá-la em seu computador totalmente descarregada e instalada por muito tempo.

Saft

A bateria Saft 3.6V LS14500 (utilizada também pelo Predator Shearwater) também é uma boa escolha, principalmente porque tem uma vida útil mais longa, cerca de 130h em brilho médio, no entanto ela é:

  • Cara;
  • Difícil de encontrar;
  • Sensível à temperatura e às condições de armazenamento;
  • Incompatível com o recurso “Fuel Gauge”, onde o Perdix somente informará o nívelk de carga como: Full, Low (amarelo) e Critical (vermelho).

Lítio

A bateria 3.7V Lítio 14.500 é uma boa opção e pode ser comprada on-line. A marca AW é recomendada e tipicamente de alta qualidade. As marcas Trustfire e Ultrafire podem ser boas, mas parecem serem fabricadas em diferentes locais e muitos usuários relatam problemas.

As baterias lítio geram cerca de 40h por carga e são compatíveis com o recurso “Fuel Gauge”, mas tenha o mergulhador deve estar ciente que essas baterias fornecem 4.2v quando totalmente carregadas.

Algumas marcas de lítio recarregáveis ​​incluem um circuito de proteção que traz mais segurança para a bateria do padrão 14.500 de 50mm. O Perdix é fabricado para funcionar com baterias com até 52mm de comprimento. Baterias mais longas podem não permitir que o compartimento da bateria seja totalmente fechado adequadamente e consequentemente vedado, impedindo assim o funcionamento adequado do computador.

Níquel Metal Hidreto ou NiMH

A bateria NiMH 1.2V também pode ser usada. Normalmente elas são usadas ​​em flashes de câmeras digitais e podem ser compradas na maioria das lojas de eletrônicos. Normalmente duram cerca de 35h por carga.

Segundo a Shearwater, eles recomendam o uso dos modelos auto-descarga tipicamente rotulados como “pré-carregados” e ter capacidade para aproximadamente 2.000mAh. As baterias de auto-descarga de estilo antigo possuem capacidades superiores, em média 2.800mAh e não são recomendadas. Além disso, essas baterias de NiMH são incompatíveis com o recurso “Fuel Gauge”, informando apenas três níveis de carga: Full, Low (amarelo) e Critical (vermelho).

Lítio 1.5V de Fotografia

Esse tipo de bateria é a mais recomendada se você pretende utilizar seu computador Perdix em águas geladas.

Elas são comercializadas como baterias avançadas de Lítio e Ultimate Lithium, da marca Energizer.

As baterias “1.5V Photo Lithium” oferecem quase o dobro do tempo de carga em um Perdix quando comparado com uma bateria alcalina comum. No entanto, elas podem custar até quatro vezes mais que uma bateria alcalina.

Zinco-carbono 1.5V

As baterias de zinco-carbono de 1.5V são baterias do tipo AA comuns e encontradas em qualquer prateleira de loja. Embora funcionem no Perdix, elas fornecem energia apenas por 10 a 15h e não são recomendadas.

No entanto, se você estiver em uma ilha tropical em qualquer parte do mundo, elas são facilmente encontradas e você poderá utilizar essa bateria como última alternativa para mergulhar com o seu Perdix, não perdendo o seu mergulho por falta de bateria.

Por:

Clecio Mayrink
Editor - Brasil Mergulho

Nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986, participando da primeira turma de Dive Master da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 30 anos de experiência em mergulho e fotografia / vídeo subaquático.

Foi membro da expedição de mapeamento da Lagoa Misteriosa em Bonito-MS, em 2008, é o idealizador do site Brasil Mergulho em 1998 (MTB 0081769/SP) e atuou em diversas matérias e documentários no Brasil e no exterior, sendo uma referência quando o assunto é mergulho e naufrágios para a mídia e órgãos públicos no país, e diversas entidades internacionais como a ONU e UNESCO.