Considero os flashes da Inon como um dos melhores disponíveis no mercado atual, mas recentemente tive um problema com uma das unidades, com relação à cabeça do parafuso responsável pela junção do ball head ao flash.
O parafuso é feito em inox e possui uma cabeça plástica colada que vem de fábrica. Essa cabeça plástica facilita o aperto do parafuso com as próprias mãos e sem o uso de ferramentas. Entre muitas montagens e desmontagens, essa cabeça plástica racha e com o tempo se quebra, como aconteceu comigo recentemente.
Independente dessa cabeça plástica, é possível fazer o aperto do parafuso utilizando uma chave allen, porém, é mais um item para ser levado nos mergulhos e mais uma coisa que pode ser esquecida e fazer a diferença.
Resolvi então reaproveitar a cabeça plástica fazendo uma colagem simples, mas que necessita de alguns cuidados.
Colando a cabeça plástica
Para cada tipo de produto usado embaixo d´água, utiliza-se uma cola específica para o caso, e como estamos falando de um material plástico em conjunto com o inox e água salgada, a princípio, a melhor opção é usar a cola Araldite Profissional, que possui grande firmeza e é resistente à água salgada.
Vejamos os passos:
1 – Limpe a área onde a cola será inserida;
2 – A cola é comercializada com dois tubinhos, e você deve colocar a quantidade necessária para a colagem, unindo 50% de cola de cada tubo em uma única mistura . Misture bem até criar uma coloração branca metálica;
3 – Aplique a cola no interior da capa plástica e um pouco na cabeça do parafuso;
4 – Encaixe a cabeça plástica no parafuso e coloque uma pinça de fixação para que ela mantenha a peça fixa no local desejado;
5 – Passados 30min, retire a pinça e deixe a peça colando sozinha por 24 à 36h, pois dependendo da umidade no local, o tempo para a colagem pode fazer a diferença no processo de cura.
Depois é verificar se a cola fixou bem a cabeça plástica e usar como antes.
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Clecio Mayrink
Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.
Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.
Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.



