Recentemente recebemos uma pergunta sobre como uma roupa de mergulho deve ser guardada, e a resposta é: depende.
Você pode guardá-la em um cabide ou dobrada, mas alguns detalhes devem ser analisados.
Ao guardar uma roupa de mergulho do tipo “molhada” ou semi-seca, você pode guardá-la dobrada, mas isso pode acarretar em dois pequenos problemas: mau cheiro por causa de mofo e marcas na roupa. O mau cheiro pode ocorrer pela falta de ventilação no local, o que pode contribuir para que fungos se multipliquem e causem um odor ruim.

A dobra possibilitará a formação de marcas nos locais onde a ela ocorrer, deixando algumas linhas com a marcação da dobra.
Já a colocação em um cabide (Foto principal), este por sua vez, deverá ser forte o bastante para suportar o peso da roupa, que não é pouco, e normalmente cabides comuns de plástico muitas vezes acabam quebrando, sendo o ideal, utilizar cabides apropriados para roupas de mergulho.
Há duas formas de pendurar a roupa de mergulho, sendo uma delas a forma mais tradicional, ou seja em pé. A outra forma é dobrada em meia lua.
Ao pendurar a roupa em pé, você deve fechar o zíper, caso contrário, o peso da roupa poderá forçar o trilho dele, possibilitando que ele venha a ficar danificado. É importante frisar que o cabide obrigatoriamente deve ser apropriado para roupas de mergulho, pois este modelo possui “ombreiras” e maior área de contato com a roupa, diluindo o esforço do material da roupa, forçando menos as áreas de contato com o cabide, caso contrário, um cabide muito fino poderá até danificar a roupa pelo excesso de peso.
Existem cabides de mergulho que permitem colocar a roupa de mergulho dobrada em meia lua, e o único aspecto negativo disso é a possibilidade de causar marcas no neoprene na área da dobra.
Muitas vezes pequenos detalhes podem fazer uma grande diferença, e a forma de guardar a sua roupa de mergulho pode interferir na qualidade do seu mergulho por um aspecto tão básico e que muitos não se atentam.
Galeria de Imagens – Veja sequência de dobra

Clecio Mayrink
Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.
Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.
Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.



