Fim do Mergulho Comercial Raso no Offshore ?

Segundo a Petrobras, o plano estratégico 2022-2026 destinará cerca de US$1.6 bi para Transformação Digital e Inovação, e foi incluso o licenciamento do robô Autonomous Underwater Riser Inspection, também conhecido pela sigla Auri.

Com tecnologia patenteada, ele foi desenvolvido pela estatal em parceria com a PUC-Rio, e tem potencial de evitar mais de 1.300 horas em operações de mergulho.

O equipamento possui câmeras de alta resolução, sendo operado remotamente, o Auri é capaz de identificar com precisão, necessidades de manutenção nos dutos flexíveis que transportam o petróleo das instalações submarinas às plataformas de produção, ampliando a segurança e eficiência das operações, além de reduzir custos operacionais, segundo um dos gestores do projeto.

Os testes foram realizados na plataforma P43, na Bacia de Campos e a operação foi bem-sucedida, permitindo a implantação e o início do processo de licenciamento da tecnologia, que deve ser concluído até o fim do ano.

A Petrobras criou um programa para aumentar a segurança das operações de mergulho, denominado Sinergia Diverless, onde foram introduzidas novas sistemáticas, metodologias e tecnologias para aumentar a segurança dos mergulhadores.

Para usar o Auri, o robô é instalado na parte externa do duto flexível submarino com apoio de um ROV, e a partir daí, executa parte das tarefas de inspeção e limpeza, sendo operado a partir de uma embarcação por um profissional especializado. Ele consegue portar ferramentas e girar 360º ao redor do duto, mesmo em áreas próximas ao casco da plataforma, normalmente de difícil acesso.

O robô Auri foi desenvolvido para automatizar a limpeza e inspeção visual de dutos até 50m de profundidade mesmo sob condições meteorológicas adversas, realizando a limpeza em velocidade até 10 vezes mais rápida que um mergulhador, obtendo redução de custos e riscos.

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